quinta-feira, 27 de novembro de 2014
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Edgar Allan Poe - Gênio do Terror.
Conhece Edgar Allan Poe?
Um grande gênio que escreveu vários clássicos do terror.
Quase todos os filmes de terror que existem hoje, ele que escreveu.
Ex. O inicio de Jogos Mortais.
HISTÓRIA
Não são poucos os escritores cuja existência trágica acabou por
engendrar uma visão de mundo peculiar, profunda e cínica. Edgar Allan Poe,
nascido em Boston, Massachussets, em 1809, foi um caso emblemático. Viveu pouco
– morreu aos 40 anos de idade – mas intensamente.
Em suas próprias palavras, sua vida foi movida
por “caprichos impulsos, paixões, desejo de solidão, desprezo pelo presente e
um anseio sincero pelo futuro”.
Durante uma curta passagem pelo exército para
pagar dívidas de jogo, Poe iniciou sua carreira literária escrevendo poesias
como “O corvo”, obra que lhe rendeu fama, apesar das duras críticas à sua
qualidade literária. Também foi autor de ensaios, novelas, críticas e contos,
este último, o gênero no qual obteve maior reconhecimento, sobretudo com
histórias de detetive, relatos de viagens e contos de terror.
Muitas de suas histórias sombrias têm um viés
autobiográfico. O pai de Poe abandonou a família, sua mãe faleceu quando ele
ainda era criança e ele foi adotado por um comerciante chamado Allan,
descendente de ciganos e vendedor de escravos e cadáveres.
Graças ao contato com os escravos africanos,
Poe conheceu os rituais do vodu e magia negra, tão presentes em suas histórias.
Outro tema recorrente em sua obra é a guerra, vivenciada durante os anos como
soldado.
Poe foi um dos primeiros escritores dos Estados
Unidos a tentar sobreviver de sua arte. Suas histórias curtas eram publicadas
em jornais da época e muitas vezes se baseavam em notícias reais.
Outro episódio que transparece na obra de Poe é
a morte precoce de sua esposa Virginia Clemm, uma prima com quem se casou
quando ela tinha apenas treze anos de idade. A figura da “mulher morta” é
constante em seus escritos, seja como fantasmas, espectros ou mulheres
diabólicas.
A rigor, o “terror” de Poe deveria se chamar
“gótico”, já que se alinha ao estilo dos autores românticos alemães, que
exploram temas como a morte, a magia negra, espíritos e ressurreição, sempre
explicados de maneira lógica e verossímil. Na maioria das histórias do autor, o
horror é fruto das ações humanas. Esoterismo, racionalismo, criptologia,
religiões ocultas e rituais também estão presentes em sua obra.
Poe viveu como um boêmio e morreu em 1849, de
causas desconhecidas. Alguns atribuem sua morte ao alcoolismo, drogas, sífilis,
raiva e cólera. O único fato comprovado é que o autor foi encontrado delirando
pelas ruas, e dias depois, faleceu em hospital.
O LEGADO DE POE
James Russel Iowell, colega de Poe, definiu-o como “o crítico mais exigente, filosófico e sem medo de escrever histórias fantásticas dos Estados Unidos”. A literatura de Edgar Allan Poe inspirou autores de histórias de detetive, como Arthur Conan Doyle – o criador de Sherlock Holmes -; de ficção científica, como Julio Verne, H.G. Wells, H.P. Lovecraft e Ray Bradbury; e também mestres latino-americanos do realismo fantástico, como Julio Cortázar e Jorge Luis Borges.
James Russel Iowell, colega de Poe, definiu-o como “o crítico mais exigente, filosófico e sem medo de escrever histórias fantásticas dos Estados Unidos”. A literatura de Edgar Allan Poe inspirou autores de histórias de detetive, como Arthur Conan Doyle – o criador de Sherlock Holmes -; de ficção científica, como Julio Verne, H.G. Wells, H.P. Lovecraft e Ray Bradbury; e também mestres latino-americanos do realismo fantástico, como Julio Cortázar e Jorge Luis Borges.
A obra de Poe transcendeu a literatura e influenciou
pintores como Odilon Redon, Paul Gaughin e Salvador Dali; quadrinistas como
Neil Gailman e Alan Moore, e cineastas como Alfred Hitchcock e Roger Corman.
Este último dirigiu Vincent Price em adaptações cinematográficas de histórias
de Poe, como “O Solar Maldito (1960)”, “A mansão do terror”(1961), “Muralhas do
pavor” (1962), “O corvo” (1963), “A máscara mortal”(1964) e “O túmulo sinistro
(1965)”.
CINCO CONTOS DE TERROR
IMPERDÍVEIS
Em homenagem a Poe, listamos cinco contos de terror que todo amante da literatura precisa conhecer:
A queda da Casa de Usher: Um amigo de infância de Roderick Usher – artista doente e excêntrico – visita-o na antiga mansão da família, onde também vive a irmã de Roderick, Lady Madeline, de saúde frágil. Sob o ponto de vista do visitante, desenrola-se uma história de suspense e incesto repleta de tensão, com um desfecho trágico.
Em homenagem a Poe, listamos cinco contos de terror que todo amante da literatura precisa conhecer:
A queda da Casa de Usher: Um amigo de infância de Roderick Usher – artista doente e excêntrico – visita-o na antiga mansão da família, onde também vive a irmã de Roderick, Lady Madeline, de saúde frágil. Sob o ponto de vista do visitante, desenrola-se uma história de suspense e incesto repleta de tensão, com um desfecho trágico.
O gato preto: Um exemplo claro da maestria de Poe, que
consegue construir uma narrativa assustadora com três personagens corriqueiros
(um homem, uma mulher e um gato).
Talvez inspirado-se na própria vida, Poe narra a decadência de um homem que se entrega à bebida e chega ao fundo do poço.
Talvez inspirado-se na própria vida, Poe narra a decadência de um homem que se entrega à bebida e chega ao fundo do poço.
O coração delator: Um jovem, um idoso e um assassinato constroem
este clássico da literatura gótica. Segundo o escritor Robert Louis Stevenson,
este conto “caminha delicadamente na linha tênue entre a sanidade e a loucura”,
considerando-o uma importante contribuição para a psicologia mórbida.
Os assassinatos da Rua Morgue: Publicado em 1841, é considerado o primeiro
relato de detetives da história da literatura, pois já apresenta todos os
elementos que mais tarde consagrariam o estilo. O conto narra o brutal
assassinato de duas mulheres, mãe e filha, em Paris. O detetive August Dupin,
personagem emblemático da obra de Poe, é chamado para solucionar os mistérios
que a polícia não consegue desvendar.
A carta roubada: Um conto que demonstra a habilidade de Poe de
criar uma história absorvente sem assassinatos nem elementos aterrorizantes.
Uma carta desapareceu, e apesar de saberem quem a furtou, não há pistas de seu
paradeiro. Novamente, a polícia conta com a astúcia do detetive Dupin para
solucionar o mistério. O conto propõe um jogo de deduções dinâmico e
inigualável.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Ritual Macabro - História de Terror.
Já era
noite quando quatro amigos chegaram a uma cabine nas montanhas geladas de
Montana nos Estados Unidos que alugaram para passar o fim de semana. A neve
cobria a casa e os pinheiros em volta e o vento gelado cortava seus rostos com
força. Eles olharam para o céu e viram a lua cheia de trás de uma camada grossa
e vermelha de nevoeiro. Sorriram uns para os outros, a noite estava mais que
perfeita para seus planos.
Eles entraram na cabine, olharam todos os cômodos para confirmar que não havia ninguém. Dois deles foram para fora trazer a bagagem e os outros dois ficaram na sala. Eles foram arrastando os moveis formando um círculo. Quando tudo estava limpo, trouxeram a mesa de jantar para o meio.
Nesse momento os dois que foram para fora entraram na sala carregando um corpo de mulher. Ela estava amarrada e amordaçada. A colocaram em cima da mesa e amarraram seus braços. A mulher chorava e se debatia. Não sabia o que iria acontecer e o que aqueles homens queriam com ela.
Rapidamente eles começaram a espalhar velas pretas, vermelhas e brancas por toda casa. Quando terminaram vieram ao redor da mesa. Um deles colocou uma cruz virada para baixo em seu ventre. Cada um deles tirou um punhal de seus bolsos e fizeram um corte profundo em cada membro da mulher que gritava e se contorcia. O sangue que saia dela era colocada em pequenos vasos de metal. Depois de um tempo eles molharam suas mãos no sangue e esfregaram no rosto deixando a pele vermelha.
Eles deram a mãos formando um circulo em volta da mulher e começaram a repetir as palavras do ritual. Passados alguns minutos a mulher começou a se contorcer mais forte e a gritar com uma voz que não era a sua. Os quatro gritavam o encanto cada vez mais alto até que as velas se apagaram. A cabine ficou completamente escura. Eles se espalharam pela sala tentando acender as velas. Não foi preciso procurar muito porque elas se acenderam por si.
Eles se assustaram ao ver que a mulher não mais estava amarrada na mesa. Ela estava de pé, seus olhos estavam brancos e sua pele pálida como a de um morto. O ritual para invocar o demônio tinha funcionado.
“Vocês chamaram, eu estou aqui. O que querem?” – disse a mulher com uma voz grossa e rouca.
“Queremos te servir, em troca de alguns favores é claro.” – respondeu um deles.
A mulher soltou uma gargalhada que fez as paredes da casa tremer. Os quatro também tremiam de medo e terror e então eles se ajoelharam.
“Idiotas vocês, acham que podem exigir favores meus? Vou levar vocês para falar direto com o diabo.” - disse ela pulando em cima de um deles.
Ela enforcou o primeiro até a morte, os outros três desesperados tentaram fugir, mas não puderam abrir as portas nem janelas, a casa estava lacrada.
“Agora experimentem um pouco do que vão sofrer no inferno, sua nova casa.”
Dizendo isso ela soltou um grito ensurdecedor, os três que ainda estavam vivos caíram no chão tentando tapar os ouvidos, mas era em vão, pois o grito estava dentro de suas cabeças. A mulher andou em direção a porta, cada passo que dava deixava uma marca de fogo no chão. Ela saiu da casa e fechou a porta, olhou para dentro por uma das janelas e balbuciando algo fez o fogo das velas e de suas pegadas se espalharem.
Ela se afastou da cabine que em minutos estava toda em chamas. Observando os homens dentro batendo no vidro jogando cadeiras tentando quebrar o vidro enquanto seus corpos queimavam pouco a pouco ela se contorcia dando gargalhadas.
Horas depois a polícia e os bombeiros encontraram o corpo da mulher deitada na neve e a casa ainda em chamas. A mulher sobreviveu, mas foi incapaz de dizer como foi parar naquele lugar. Nenhum corpo foi encontrado dentro da casa.
Eles entraram na cabine, olharam todos os cômodos para confirmar que não havia ninguém. Dois deles foram para fora trazer a bagagem e os outros dois ficaram na sala. Eles foram arrastando os moveis formando um círculo. Quando tudo estava limpo, trouxeram a mesa de jantar para o meio.
Nesse momento os dois que foram para fora entraram na sala carregando um corpo de mulher. Ela estava amarrada e amordaçada. A colocaram em cima da mesa e amarraram seus braços. A mulher chorava e se debatia. Não sabia o que iria acontecer e o que aqueles homens queriam com ela.
Rapidamente eles começaram a espalhar velas pretas, vermelhas e brancas por toda casa. Quando terminaram vieram ao redor da mesa. Um deles colocou uma cruz virada para baixo em seu ventre. Cada um deles tirou um punhal de seus bolsos e fizeram um corte profundo em cada membro da mulher que gritava e se contorcia. O sangue que saia dela era colocada em pequenos vasos de metal. Depois de um tempo eles molharam suas mãos no sangue e esfregaram no rosto deixando a pele vermelha.
Eles deram a mãos formando um circulo em volta da mulher e começaram a repetir as palavras do ritual. Passados alguns minutos a mulher começou a se contorcer mais forte e a gritar com uma voz que não era a sua. Os quatro gritavam o encanto cada vez mais alto até que as velas se apagaram. A cabine ficou completamente escura. Eles se espalharam pela sala tentando acender as velas. Não foi preciso procurar muito porque elas se acenderam por si.
Eles se assustaram ao ver que a mulher não mais estava amarrada na mesa. Ela estava de pé, seus olhos estavam brancos e sua pele pálida como a de um morto. O ritual para invocar o demônio tinha funcionado.
“Vocês chamaram, eu estou aqui. O que querem?” – disse a mulher com uma voz grossa e rouca.
“Queremos te servir, em troca de alguns favores é claro.” – respondeu um deles.
A mulher soltou uma gargalhada que fez as paredes da casa tremer. Os quatro também tremiam de medo e terror e então eles se ajoelharam.
“Idiotas vocês, acham que podem exigir favores meus? Vou levar vocês para falar direto com o diabo.” - disse ela pulando em cima de um deles.
Ela enforcou o primeiro até a morte, os outros três desesperados tentaram fugir, mas não puderam abrir as portas nem janelas, a casa estava lacrada.
“Agora experimentem um pouco do que vão sofrer no inferno, sua nova casa.”
Dizendo isso ela soltou um grito ensurdecedor, os três que ainda estavam vivos caíram no chão tentando tapar os ouvidos, mas era em vão, pois o grito estava dentro de suas cabeças. A mulher andou em direção a porta, cada passo que dava deixava uma marca de fogo no chão. Ela saiu da casa e fechou a porta, olhou para dentro por uma das janelas e balbuciando algo fez o fogo das velas e de suas pegadas se espalharem.
Ela se afastou da cabine que em minutos estava toda em chamas. Observando os homens dentro batendo no vidro jogando cadeiras tentando quebrar o vidro enquanto seus corpos queimavam pouco a pouco ela se contorcia dando gargalhadas.
Horas depois a polícia e os bombeiros encontraram o corpo da mulher deitada na neve e a casa ainda em chamas. A mulher sobreviveu, mas foi incapaz de dizer como foi parar naquele lugar. Nenhum corpo foi encontrado dentro da casa.
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