sábado, 28 de fevereiro de 2015

Cuidado

"Aquele momento em que você sente que está sendo observado...
E olha para os lados, para cima, para baixo e não vê nada.
E quando olha para a frente".
SURPRESA!!! ��

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Manchas

Em meados de 1990 na cidade de Campo Grande, um casal se muda para uma casa muito bonita, eles eram perfeitos juntos, a casa era confortável, e muito bonita, Julie adorou o lugar, para ela aquele era o lugar mais legal para se morar, Paul também tinha gostado, depois de um mês morando naquela casa, Paul e Julie teriam uma grande surpresa, ela estava grávida de 2 meses de Paul, que maravilha, os dois adoraram a notícia nova, contaram a todos da família deles que ganharam muitos presentes.
Paul trabalhava de açougueiro, e Julie era secretária em uma empresa muito famosa.
Os dois quase nunca brigavam, eles eram o casal perfeito, mais Paul escondia uma coisa de Julie, ele enchia a cara quando ela não estava por perto ou quando saia cedo do trabalho, mais isso não era nada, eles se gostavam, era o que importa.
Passaram se então 7 meses, Julie começou a sentir dores muito forte em sua barriga, coisa que ela não sentia, para sua surpresa a bolsa estourou, mais Paul ainda não tinha voltado para a casa ainda, e ela não conseguia manter contato com ninguém, o telefone estava muito longe. Paul entrou na casa! Estava estranho! Os olhos todo vermelho, não deu nem boa noite para sua mulher, foi direto para a cozinha.
- Julie cadê a comida? Porque você não fez?
-  Mas...
- Sem mais! Eu quero agora!
- Paul... Por favor! Ajude-me!
Paul parecia está muito louco.
Ele pegou sua faca de açougueiro que ele carregava, chegou perto de Julie.
- Paul a bolsa...
Antes que ela terminasse de falar, Paul enfiou a faca em sua garganta.
- Não quis me dar comida, agora sofra.
Quando ele fez isso, sua esposa morreu na hora. Uma coisa então aconteceu, seu filho que ele tanto esperava, tinha acabado de nascer, ao ver aquilo, Paul voltou ao normal, ele tinha se embebedado de novo. Ao ver seu filho chorando e sua mulher morta entrou em desespero profundo, ele não conseguia lembrar de quase nada. Ele começou a gritar... Eram gritos de desesperos, um vizinho ouviu os gritos e logo chamou a policia.
Quando a policia chegou, Paul estava ajoelhado com o bebê no colo e chorando pelo o que ele fez a sua mulher que tanto amava.
- O que está acontecendo aqui?
Disse um policial.
- Policial. Por favor! Leve meu filho ao hospital, por favor! Eu não sei o que houve comigo. Eu assassinei minha mulher.
Aos choros, Paul se entrega ao policial que é levado preso. A criança então foi levada ao hospital mais próximo, mais a triste notícia é que ele não resistiu, e morreu. :/
A família de Julie estava de luto, fizeram o enterro de Julie junto com a do bebê.
- Quero justiça! Isso não pode acabar assim!
Disse a mãe de Julie.
No julgamento, o juiz decretou que Paul pagaria pena de 20 anos.
Passaram se 10 anos depois daquela tragédia.
A mãe de Julie ganhou a casa e decidiu vende lá, um casal ficou interessado na casa, e depois de mostrar toda a casa para eles, a mãe de Julie fechou o contrato e vendeu a casa.
 Marcos e Ana eram os novos moradores da casa, eles adoraram aquele lugar, mais Ana que desde pequena era meio preocupada, quando chegou ao lugar pela primeira vez sentiu um frio na barriga, a mãe de Julie não tinha contado sobre a história de sua filha para eles, conseguiram esconder todas as marcas do que aconteceu aquele dia.
 Marcos tinha 20 anos e trabalhava de marceneiro e Ana tinha 18 e era auxiliar administrativa.
 Ana saiu com suas amigas para comprar coisas para arrumar a casa como tapete, cortinas e etc... Enquanto Marcos foi trabalhar como fazia de segunda a sábado, nesse dia Ana estava de folga.
 Com ajuda de suas amigas, Ana, começou a arrumar a casa, estava ficando muito legal. Quando chegou à sala, ele viu pequenas manchas pretas no chão, ela achou aquilo muito estranho, mais preferiu não comentar nada, achou que poderia ser manchas conforme o tempo.
 Mais tarde quando Marcos chegou, ele agradeceu a sua esposa por deixar a casa linda, ele tinha uma surpresa para ela, ele havia comprado ingresso para uma peça de teatro que ela tanto queria ver. Chegou no dia do espetáculo, eles foram, Ana estava muito ansiosa, imagino! Era uma peça especial para ela. Eles saíram de casa, cerca de umas 21h, a peça iria começar às 22h.
00h eles estavam voltando para casa, eles adoraram a peça. Chegando em casa, eles levaram um susto.
Os vidros da casa estavam quebrados, o casal se assustou na hora, quem será que fez isso? E por quê?
Ligaram para policia que chegou rápido no local, fizeram uma averiguação, mais não encontraram nada.
Eles estavam espantados, os policias recomendaram que eles fossem à delegacia fazer o BO mais no dia seguinte.
Eles foram dormir, Ana estava assustada, não conseguia dormir, Marcos dormiu como se nada tivesse acontecido.
Eram 03h da manhã e Ana começou ouvir sons estranhos que vinha do lado de fora da casa, como se alguém estivesse correndo, ela tentou olhar pela janela, mais estava escuro, de repente parou, mais logo começou de novo, em seguida, ela sentiu como se essa pessoa tivesse adentrado a casa, ele começou a chamar o Marcos, mais em uma forma que a pessoa que ela estava ouvindo não escutasse, de repente ela começou a ouvir passos pela sala, ela foi verificar o que era já que Marcos estava em um sono profundo. Ela foi caminhando devagar, devagar, devagar... Passou pelo banheiro, de repente passa um reflexo pelo espelho do banheiro, ela se assustou, mais preferiu continuar andando, passou pela cozinha, uma sensação dentro de seu corpo tomou conta dela, chegou perto da cozinha e ouviu um certo choro de bebê, nesse momento ela parou, e o som do bebê parou também. Quando ela chegou à sala, ela viu um certo movimento, aquelas manchas que ela tinha visto enquanto arrumava a casa estava um pouco maior... Ela começou a tremer e atrás dela apareceu alguém.

- Ahhhhhhhhhhhhh! Gritou Ana

Era Marcos

- O que você está fazendo aqui? - Disse Marcos.

- Eu ouvi barulhos e vim ver o que era.

Marcos que sábia que sua esposa sempre dizia coisas do tipo em que nunca era verdade, fingiu que acreditou, mais não disse nada.

- Amanhã a gente vê isso melhor, vamos dormir.

Enquanto estava voltando para o quarto os sons não a incomodaram mais.
Na manhã seguinte, Julie estava na sala, Marcos ainda dormia. Ela foi verificar a mancha, percebeu mesmo que estava maior do que a primeira vez que ela viu.
Ela foi à porta e viu que tinha manchas de sapato na calçada, mais pelo lado de fora da casa não achou nada de diferente.
De repente começou a chover forte, Marcos acordou, Julie decidiu contar com calma o que tinha acontecido.
Quando ela foi mostrar as manchas de sapato na calçada perto da porta da casa, não estava mais lá, a chuva tinha tirado.
Aguardaram a chuva parar e foram na delegacia fazer o BO.
Chegando eles tiveram uma surpresa, o delegado contou uma história que deixaram eles abalado.
 - Há cerca de uns 10 anos atrás, moravam um casal na casa de vocês, Paul e Julie, depois de beber ele chegou em casa estressado e assassinou a sua mulher na sala com uma facada na garganta e ela estava grávida e a bolsa havia estourado e ela e o bebê chegaram a óbito. Há duas semanas Paul conseguiu fugir do presídio e estamos fazendo de tudo para pega-ló novamente.
Os dois ficaram espantados com essa história, a policia os acompanhou eles até a casa e fizeram uma vistoria em tudo novamente, mais não encontraram nada, nem pista. Eles foram embora!
O clima estava tenso na casa. Ela mostrou as manchas para Marcos.
-Será que foi aqui que Paul matou Julie? Perguntou Ana
- Provavelmente. - Respondeu Marcos.
Como era domingo, os dois foram dormir cedo, quando os dois acordaram com certo choro de bebê, espantados, foram investigar o que era aquilo, o som ia parando ao poucos, quando chegaram à sala, aquela mancha preta na sala tinha virado sangue, e nesse momento, atrás da porta, Paul saiu e tentou acertar a faca em Marcos, mais ele não conseguiu, Marcos conseguiu imobilizar Paul, e tirou a faca de sua mão.
- Você é louco? Perguntou Marcos.

Paul não disse nada.
De repente, uma luz estranha na mancha que tinha virado sangue, estava se formando um rosto, era um rosto de uma mulher quando do nada, uma mulher nua estava segurando um bebê recém-nascido em seus braços, o bebê chorava muito. Todos ficaram chocados e assustados com o que estavam vendo, era impressionante. Do nada, os objetos da casa começaram a cair, as luzes acendiam e apagavam sem parar, e a mulher veio do lado de Paul. Quando chegou perto, começou a chorar, Marcos se afastou e decidiu ver o que ia acontecer. Paul desmaiou, nesse momento ela sumiu  então a policia chegou, Ana estava meio tonta, os policias entraram na casa e viram que Paul estava lá, levaram ele para um centro médico, já que estava desmaiado e aproveitaram e levaram todos junto.
No centro médico, todos riram de Marcos quando ele contou o que havia acontecido ninguém acreditaram, eles se sentiram lixo.
 Eles voltaram para casa, não queriam mais ficar naquele lugar, mais era meio obvio isso, quando entraram em casa, foram andando devagar, para ver se nada aconteceria, por enquanto não, até o momento em que as portas de trancaram sozinha, os moveis começaram se mexer, objetos a cair novamente, Marcos e Ana estavam desesperado olhando para tudo aquilo, quando atrás deles, a mesma mulher de branco da última vez, os olhos dela era branco e estava saindo sangue deles, ela estava triste, e em seus braços um bebê. Por incrível que pareça, essa mulher começou a falar com eles.
- Por favor! Não se assustem! Eu sei que causei medo em vocês... Ajudem-me! Ajudem-me!

Assustada, Ana responde.
- Em que podemos ajudar?

Quando ela iria responder, alguém bate na porta e interrompe.

Era Sidnei vizinho do casal, ele conseguiu entrar na casa.

- Por favor, não diga nada a eles!
Implorou a mulher de branco e de repente ela some e faz com que toda a casa fique como era


- O que houve aqui? 
Perguntou Sidnei. 

O casal não respondeu a pergunta. 

O que faz aqui? Quem é você? 
Perguntou Marcos. 

- Sou vizinho de vocês, eu escutei barulhos e gritos aqui, o que houve? 

- Não escutamos nada, acho que você se enganou.
Respondeu Ana

Nesse instante, Sidnei saiu da casa, estava desconfiado com aquilo.

Depois que ele saiu, Marcos implorou que ela voltasse.
Mais ela não voltou. Não naquela hora! 

Mais tarde, quando era quase meia noite, o casal escuta o choro do bebê novamente, sem mais correram para sala para ver. Era ela novamente que havia saído daquela mancha no chão. 

Por favor! Conte a nos, quem é você? E o que quer? 

Com um olhar medonho mais triste, a tal mulher decidiu que ia contar. 

- Sou Julie, morava nessa casa antigamente, fui assassinada pelo meu marido aqui nesse lugar, esse bebê que seguro, era para ser filho dele, mais ele estava bêbado e estava irritado e me matou justo quando a bolsa estourou, estava preste a ter ele, mais não aconteceu, e ele morreu junto. 


Os dois estavam chocados, eles até suspeitavam que era Julie. 

- Mais porque está fazendo isso em nossa casa
Perguntou Ana. 


- Desde esse dia eu não consigo descansar em paz! Eu quero que Paul peça desculpas para mim. 
Vocês poderiam fazer isso para mim? Trazer Paul aqui prometo que tudo isso irá acabar. 

Eles pensaram bem mais concordaram com isso. 

No da seguinte Marcos foi à delegacia tentar convencer o delegado de deixar com que Paul fosse a casa dele para se desculpar para Julie. 
Ele riu tanto da cara de Marcos. 

- Por favor, confie em mim, se quiser pode ir junto. 


E eles foram. 
Paul estava bobo com isso, ele não acreditava, mais sempre que ouvia o delegado e Marcos conversando ele chorava em silêncio. 

Chegaram à casa, Paul foi colocado em frente as manchas que tinha na sala.

- Minha querida! Eu nunca quis fazer isso com você, me arrependo por tudo, poderíamos estar hoje feliz com nosso filho e vivendo bem, mais eu fui um idiota em ter bebido, depois do que ocorrido, eu fiquei louco, nem eu não conseguia me entender mais, eu sou um completamente idiota. 
Perdoa-me meu amor, você sabe que eu não queria isso. 

Nesse momento ele começou a chorar.
Não tinha acontecido nada, o delegado estava quase desistindo de esperar quando... 
Ela começou a sair das manchas e olhou bem para Paul.

- Meu amor você apareceu!
Disse Paul. 

O delegado ficou bobo e impressionado. 

- Você sempre mereceu isso, agora vai viver comigo.
Disse Julie

E enfiou uma faca no peito de Paul que morreu na hora. 

Todos se espantaram com isso! 

-Agora Paul e eu viveremos sempre juntos! 

Depois disse o fantasma de Julie subiu e sumiu. 

Ana, Marcos e o Delegado ficaram como suspeitos pelo assassinato de Paul.
Mais não encontraram provas de que foram eles os autores do crime. 
Então foram liberados. 

O casal volta para casa, assustados, porém, estavam tranquilos porque tudo havia acabado bem. 

Mais mesmo assim preferiram mudar de casa, e quando saíram de casa. 
Na porta da casa antiga. 
Estava Julie e Paul dando tchau ao casal.

Autor: Bruno Fernando Morais





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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Igreja Assombrada

Alguns anos atrás quando eu tinha 18 anos, me mudei para salvador com a minha família, pois meu pai havia sido transferido pela empresa onde trabalhava. Alguns dias depois voltando do colégio eu vi um cartaz na porta da igreja dizendo que precisavam de zelador e decidi me candidatar à vaga. Depois de conversar com o padre ele decidiu me dar uma chance e eu comecei no mesmo dia, meu turno seria das três da tarde até as nove da noite, a igreja fechava as sete então eu tinha duas horas para limpar o chão e os assentos.

No meu segundo dia coisas estranhas começaram a acontecer e eu fiquei muito assustado. Eram umas oito da noite e o padre havia ido jantar na casa de um amigo, eu fiquei sozinho na igreja terminando a limpeza. Eu fui até o armazém da igreja buscar alguns produtos e quando voltei para minha surpresa havia uma mulher vestida de luto ajoelhada em um dos assentos e estava chorando. A principio eu pensei que tinha deixado a porta aberta então fui me aproximando para falar com ela.

“Desculpe senhora mas a igreja já esta fechada, a senhora pode voltar amanhã as sete da manhã que ela já vai estar aberta.” – disse eu à mulher que continuou com a cabeça baixa e chorando.

Vendo o estado da mulher eu a deixei ficar por ali e quando eu fosse embora eu pediria que ela saísse comigo. Continuei limpando e acabei esquecendo a mulher até que escutei passos na igreja, quando eu olhei para a direção de onde vinha eu não vi nada e a mulher já não estava lá. Eu corri para a parte de atrás da igreja, onde tinha escutado os passos, por que pensei que ela tinha ido pra lá. Quando eu cheguei não tinha ninguém, então voltei ao saguão de missas chequei todas as portas da igreja e todas estavam trancadas.

 “Onde esta meu filho?” – escutei uma voz vinda do altar.

Eu olhei e não tinha ninguém, só vi um vulto andando e desaparecendo. Com medo, eu saí correndo da igreja e acabei topando com o padre na porta. Ele estava muito abatido, perguntei o que era, ele me falou que sua mãe tinha falecido momentos atrás e ele veio se preparar para viajar para cidade onde ela morava. Ele entrou na igreja e eu fui atrás para ajudá-lo. A mulher estava outra vez ajoelhada no banco, quando passamos por ela o padre a ignorou totalmente e ela me olhou tirando o véu negro que cobria seu rosto. O terror tomou conta de mim, a mulher estava pálida e chorava muito. Eu decidi não dizer nada para o padre com medo que ele pensasse que eu estava fazendo uma brincadeira de mau gosto. Eu fiquei apavorado, queria sair da igreja, mas não queria deixar o padre sozinho. Ele começou a fazer a mala e tirou uma foto da cômoda e me mostrou, meu sangue gelou novamente, a mulher na foto era a mesma que chorava na igreja.

 “Esta era a minha mãe, eu tirei a foto quando me transferiram para esta cidade, ela sempre pedia para que eu fosse visitá-la, mas como eu sempre estava ocupado aqui nunca foi. Agora ela faleceu e eu nunca mais vou vê-la.” Disse o padre com a voz tremula.

O padre foi para o enterro da mãe, por dois dias trabalhei somente de dia enquanto a igreja estava aberta, e quando o padre finalmente regressou, eu pedi demissão. Igreja agora eu só vou aos domingos, mas ainda morro de medo, vai ver que a mãe do padre ainda o está vigiando do além.


O Porão

Anos atrás minha família decidiu passar as férias na serra gaúcha e para isto alugou uma pequena e antiga casa em Gramado para ficarmos durante duas semanas.

No andar térreo a casa possuía uma sala, banheiro e a cozinha. Os quartos eram no andar superior e havia ainda um porão que era usado apenas como depósito de coisas velhas contendo um sofá, armários e outras coisas sem muita importância.

O primeiro dia nesta casa transcorreu de forma tranquila: passeamos pela cidade, voltamos a tardezinha, fizemos um delicioso fondue, brincamos e dormimos todos esgotados pelas atividades do dia.

Na segunda noite algo aconteceu: fomos acordados no meio da noite por um grito terrível vindo do quarto de minha irmã. Quando meu pai chegou correndo até lá encontrou a garota sentada na cama gritando e chorando muito. Meu pai se sentou ao seu lado, a abraçou e perguntou o que havia ocorrido.

Ela contou que tinha acordado sentindo um cheiro horrível. Quando ela abriu os olhos disse ter visto o quarto inteiro encharcado de sangue, as paredes possuíam marcas de mãos e pés, o liquido vermelho escorria pelas paredes e havia respingos por todos os lados.

Todos pensaram que havia sido apenas um pesadelo, porém minha irmã se recusou a dormir novamente naquele cômodo e acabou se mudando para o de meus pais até o final das férias.

Em outro dia minha mãe estava fazendo o almoço, enquanto meu pai estava fora,  e nós explorávamos o porão, examinando cada coisa velha que achávamos por lá. Até que ouvimos um estalo e a luz apagou nos deixando na escuridão. Apesar de ser dia, o lugar ficava quase todo escuro iluminado apenas por uma claridade que vinha do andar superior, nos permitindo ver apenas as paredes de pedras antigas.

Eu comecei a ficar com medo, sem claridade aquele porão era assustador, nós estávamos paralisadas  sem saber direito o que fazer. De repente um mau cheiro começou a invadir nossos narizes, me fazendo sentir náuseas... Era cheiro de carne podre, como se houvesse algum animal morto por ali.

Um barulho veio de um canto escuro, parecia que algo se arrastava pelo chão. Eu e minha irmã gritamos e saímos correndo em direção da porta. Subimos a escada e lá embaixo podíamos ouvir algo como se tivesse arranhando o chão, o cheiro de podridão aumentava e a porta não queria abrir. Nós batíamos na porta e gritávamos sem parar, até que minha mãe a abriu com cara de assustada.

Contamos o que havia acontecido: a escuridão, sobre o cheiro de coisa podre e da coisa que se arrastava pelo chão. Ela prontamente disse que estávamos impressionadas pelo lugar antigo e que desceria até lá e substituiria a lâmpada, que provavelmente estaria queimada.

Apreensivas ficamos no topo da escada enquanto ela descia para o porão com uma lâmpada e uma lanterna nas mãos, o tempo que ela ficou lá embaixo pareceu uma eternidade. De repente ela surgiu da escuridão subindo os degraus correndo, fechou a porta do porão e sentou-se em uma cadeira. Seu rosto estava branco e seus olhos arregalados de medo.

- Eu não quero que vocês desçam até lá novamente. – disse ela em voz alta, quase gritando.

Em seguida pegou o telefone e foi para a sala onde ligou para a policia. Nós a ouvimos falando que havia visto alguém no porão. Enquanto esperávamos a policia, ficamos todas juntas, olhando assustadas para a porta que ia para o andar inferior, receosas que a qualquer momento, alguma coisa saísse de lá. Nossa mãe recusou a dizer o que tinha visto lá embaixo.

Quando a policia chegou, nossa mãe os recebeu e os chamou para entrar na casa. Chegou até a porta do porão, a destrancou e eles desceram até a escuridão, empunhando lanternas e as armas em punho. Ficaram por um longo tempo procurando, mas não encontraram nada. O mais curioso é que não havia outra forma de sair lá debaixo, pois o porão não tinha outras portas ou janelas.

Assim que os policiais saíram, minha mãe contou o que havia visto lá no porão: ela estava rosqueando a lâmpada no bocal quando começou a sentir o cheiro horrível que havíamos descrito para ela, quase em seguida passou a ouvir um barulho estranho. Então ela apontou a lanterna por todos os cantos até que avistou algo entre um móvel antigo e a parede.

Era um homem agachado, suas roupas estavam rasgadas, seus cabelos eram compridos e desgrenhados, seu rosto estava todo distorcido, como se estive com uma expressão de ódio. Assim que a luz da lanterna apontou em seu rosto, minha mãe viu seus olhos vermelhos e então ele fez um movimento para o lado, desaparecendo por entre as coisas velhas que haviam por lá. Neste instante minha mãe deixou a lanterna cair de suas mãos e saiu correndo.


Depois disso, tivemos que ficar mais aquela noite na casa. Trancamos a porta do porão e colocamos algumas cadeiras na frente. Todos dormiram no quarto de meus pais com a porta bem trancada. Nossas férias acabaram mais cedo e no dia seguinte voltamos para casa...





Ator: Desconhecido. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Histórias Novas

O que fazer quando você compra uma casa e descobre que houve um assassinato nela?
 E por causa disso sua vida vira um pesadelo.

Fique ligado na história nova do Blogger "Historinhas Online".
MANCHAS.

Em breve!!! 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Histórias Curtas Que Causam Medo.

"Objetivo dessas histórias, e para mostrar que histórias para ser assustadoras não precisa ser longas". 

Ambuplay.
































Divulgue com seus amigos! 
3:)

Fonte: Show de Medo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Mandem histórias para nós.

Você gosta de escrever histórias de terror?
Você leu uma história de terror e achou muito boa e quer que todos vejam?
Veja como é fácil.
Mande sua história para o Email da "Historinhas Online" e ela será postada aqui no Blogger.
Legal né?
Mande sua história para

canalhistorinhas@gmail.com

PS: Nao esqueça de colocar o nome do autor e a fonte.

Obrigado.



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Assassino do Estilete

Em uma escola de São Paulo, Kratos colecionava vários tipos de estiletes, parecia ser o passatempo ideal para ele. Kratos é um garoto normal, mas sofria bullyng na escola, por ser muito quieto e não tinha amigos, e às vezes conversava sozinho.
Em uma tarde na escola, três garotos pararam Kratos, deram um surra nele, o pobre garoto saiu correndo de lá com lágrimas nos olhos, mais em meio à correria, Kratos virou para trás, ele estava estranho, com um olhar medonho e uma cara que só de ver assustava qualquer um.
À noite, um dos jovens que agrediram Kratos na escola tinha saído para se encontrar com uma garota. Carla, que menina adorável, pena que tinha fama de ser a "Galinha" da escola.
Estavam lá, os dois, em uma pizzaria famosa do bairro. Marlon tinha sensações estranhas, o coração gelava, e a garota percebeu, e tentou descobrir o que houve com ele.
- Marlon o que houve?
- Não sei Carlinha, estou com um sentimento estranho em mim, sei lá. Vou ao banheiro e já volto.
- Tudo bem.
E assim partiu para o banheiro. Chegando lá, lavou o rosto e ficou se olhando no espelho, quando de repente, a luz do banheiro se apaga ele meio preocupado fica procurando o interruptor. Mais a luz volta a se acender. Segundos depois a luz se apaga novamente, mais acende rápido, o jovem vê uma imagem de um garoto todo de preto no espelho, ele se apavora, e a luz apaga novamente.
Quando acende, o garoto estava em frente dele, com um estilete na mão, o jovem tenta correr, mais escorrega e cai.
Lá de fora ouviram se gritos, todos correram para ver o que poderia estar acontecendo, quando entram, encontraram o jovem todo ensanguentado e cortado, com um bilhete em cima.
 “Jamais brinque com alguém que você não conheça".
No outro dia, na escola, teve uma homenagem ao jovem assassinado na noite passada, Kratos parecia estranho, mais nada que afetasse ninguém.
Kratos, saiu da sala e foi para a coordenação, não estava se sentindo bem, queria ir embora para a casa.
A coordenadora ligou para a mãe dele, e ela liberou.
Mais tarde ainda na escola, Carla estava andando no pátio, quando levou um arrastão, um garoto todo de preto derrubou ela.
- Menina, você sabe o que aconteceu, mais não disse nada. Parece está nervosa, peço que fique assim, não diga nada a ninguém porque eu saberei, e isso prejudicara você.
A garota não teve reação, não conseguia nem gritar. O jovem garoto de preto sumiu, e a garota voltou para sala, estava muito assustada, mais não queria contar a ninguém o que tinha acontecido, pois temia o que poderia acontecer.
Mais a professora queria saber o que tinha acontecido, então chamou o diretor da escola, para levar a garota para conversar com ele.
Chegando lá, eles conversaram.
- Carla, por favor, você não pode esconder nada de mim, eu preciso saber o que aconteceu.
- Diretor. Não posso!
- Pode sim.
- Promete não contar a ninguém.
- Prometo!
A garota respirou fundo e começou.
- Na noite de ontem eu estava com o "Marlon", estávamos na pizzaria, ele estava estranho, eu pude perceber, ele disse que ia ao banheiro, quando ouvimos gritos, fomos lá e ele estava morto, hoje, um garoto de preto me derrubou e disse que se eu contasse para alguém, ele me mataria.
- Mais contar o que?
- Que ele matou o Marlon.
- Ele estava aqui na escola
- Sim, por favor, não conte isso a ninguém, ele disse que vai me matar!
- Não se preocupe.
O Diretor muito preocupado esperou que a garota saísse de sua sala para chamar a policia.
No outro dia, a policia cercava o lugar atrás do jovem de preto.
Carla estava sozinha no banheiro, quando de repente, sentiu uma dor forte por trás de suas costas, era ele, estava armado com um estilete, quando a jovem caiu no chão ele começou a enfiar o estilete em todo o corpo dela, mais um barulho fez com que ele fugisse do local, era um policial, encontrou a jovem ensanguentada no banheiro.
- O que houve menina?
- Ele me pegou
- Onde ele está?
- Aqui dentro.
O policial começou a busca e pediu reforços, levou à garota, ela colocou a mão no bolso e encontrou um bilhete.
 “Eu disse para você não me entregar, agora sofra as consequências".
Ao ler, até os próprios policiais ficaram com medo, isso era incrível, como alguém poderia causar tanto terror assim.
Continuaram com a busca do garoto misterioso, mais para o azar deles, eles não o encontraram.
As aulas foram suspensas até que o assassino fosse encontrado, Carla tinha ficado louca, mandou ela para uma clínica, ela estava totalmente debilitada, parecia ter usado uma droga muito forte.
Ao tudo o que acontecia na escola, Kratos, parecia tranquilo, parecia que aquilo não tinha a ver com a escola em que ele estuda.
Uma semana mais tarde, as aulas voltaram, todos os alunos estavam assustados, com medo de o tal assassino voltar, todos menos o Kratos, ele parecia estar feliz.
Depois de um dia de aula normal, todos voltaram a se interagir como sempre foram, parecia que a história do assassino tinha sumido, e foi assim por um, dois, três, quatro dias...
A história do garoto estava sumindo. Sempre, que alguém se lembrava da história o medo tomava conta do lugar.
Hum ano se passou desde que o assassino do estilete havia parado de matar os alunos da escola, aquilo já estava virando história de terror apenas. Ixii, ninguém deveria ter falado isso.
O diretor da escola, estava morto no dia seguinte, estava em sua sala, trancado com cortes em todo seu corpo, que inferno! Tudo aquilo tinha voltado de novo. O que fazer? E Agora?
Todos entrarão em desespero.
- Por favor! Ajude-Nos!
Implorou uma aluna com as mãos para cima.
Nesse momento, algo aconteceu.
O misterioso garoto apareceu, estava todo com sangue, todos se afastavam do garoto, e ele mostrando seu estilete para todos.
- Vocês adoram fazer os outros sofrerem? Porque não posso fazer o mesmo com vocês.
Ele correu e enfiou o estilete no professor de matemática.
- Isso é por ter gritado comigo.
Todos correram desesperados.
- Não adianta fugir. Vou matar todos!
Nesse momento ele assassinou o secretário. A policia chegou à escola, já tinha muitas vitimas. A policia pegou o assassino. 
E para a surpresa de todos era Mário, irmão mais velho de Kratos.  Todos se espantaram. 
Que decepção!
Kratos estava quietinho ouvido tudo, todos acharam que era ele o assassino.
- Todos vão me pagar.
Todos! 
Foi o que Mário disse.
 Quando perguntaram a ele, porque fez isso, ele disse apenas:
- Eles maltratam meu irmão, porque não posso maltratar eles? 
Um silêncio de um minuto tomou conta do lugar. 
- Quando sair daqui, eu mato os que faltaram.
Disse Mário com um olhar macabro. 
A família de Kratos mudou do bairro onde morava, para assim tentar, uma vida melhor.
Mais aquelas imagens de ódio de seu irmão assassinando todos ficaram guardadas em sua memória para sempre.




Ator: Bruno Fernando Morais