domingo, 29 de março de 2015

O Circo do medo

Sempre estamos atrás de entretenimento para que nós possamos nos divertir. Pode ser em shows, teatros, cinemas e até mesmo em circos.
Maria não pensava diferente, ela era adolescente, tinha 16 anos e adorava se divertir com os amigos.
Ela morava em uma cidade pequena que quase não havia shows, mais sempre que podia, ela se reunia no shopping para pegar um cineminha, mais depois de um tempo, chegou uma novidade na cidade, o circo “Catches fire  “ que fazia sucesso no mundo inteiro, Maria adorou saber disso porque alias quem não gosta de circo? Mágicos, dançarinos, malabaristas e os Palhaços.
Logo que ficou sabendo do espetáculo do circo, Maria convidou seus amigos e foram no dia da estreia do circo.
Chegaram lá, era tudo enorme, as cores da lona de circo chamava a atenção de todos, depois de comprar as entradas, Maria e seus amigos ficaram na fila, lá tinha muitas crianças, crianças pequenas de 10 anos para baixo, as crianças adoram circo.
Maria e seus amigos entraram no circo, se acomodaram em seus lugares e esperava o espetáculo começar, quando faltava cerca de dez minutos para começar, uma mulher desesperada levanta de seu lugar e começa a gritar.
- Minha filha sumiu! Ela estava aqui, e agora meu Deus, alguém me ajuda, por favor!
Mais foi interrompida por uma explosão no palco, estava começando, o apresentador agradeceu a presença de todos e começou o grande espetáculo.
Começou com o cantor, depois entrou as dançarinas, em seguida os malabaristas, depois o mágico, depois os tão esperados palhaços.
Os palhaços fizeram todos rirem, encantaram não só as crianças mais também todos os adolescentes e adultos, quando os palhaços saíram, as luzes se apagaram, deixando apenas a luz da plateia acesa.
Outra mulher grita, seu filho de 5 anos também tinha sumido, ela sai desesperada atrás dele, como não havia seguranças no local, as duas mulheres que estavam tentando procurar seus filhos tentaram conversar com o dono do circo, mais não obteriam respostas. Então ligaram para a policia, quando mais uma mulher sai do circo desesperada atrás de seus dois filhos.
O que será que estava acontecendo, as crianças sumia sem dar nenhuma pista, Maria e seus amigos, estavam tão atentos no espetáculo que não perceberam esse movimento, até que, a irmã pequena de um de seus amigos sumiu de repente, eles foram correndo lá fora, e encontraram as outras pessoas que também estava atrás de seus filhos.
Porque motivos às crianças estavam sumindo assim de repente.
Os jovens perceberam que atrás do circo havia um matagal, e no meio desse matagal havia uma luz no meio, eles queriam ir ver o que era.
- Não vão! Pode ser perigoso.
Disse à mulher que ligou para a policia.
Mais eles não quiseram ouvir, e foram mesmo assim, pularam a cerca do circo e foram caminhando devagar, quando chegaram perto, viram cerca de cinco crianças com um palhaço, ele estava oferecendo alguma coisa para eles, quando um dos amigos de Maria fez barulho e o palhaço escutou, o palhaço pegou uma arma que estava com ele, os amigos viram e saíram correndo, e conseguiram chegar no circo.
- Crianças vocês ficam aí, não fujam, vou resolver uma coisa.
Disse o palhaço para as crianças.
Ele foi calmamente pelos fundos do circo, pegou um vidro de álcool jogou tudo na lona de circo, se afastou um pouco e jogou um fósforo, começou a pegar fogo em tudo, ele correu e pegou as crianças e tentou achar um lugar para se esconder, nesse momento a polícia chegou e foi surpreendida pelo fogo no circo que até então ninguém tinha notado, o pessoal do circo saiu correndo, fazendo confusão complicando a saída de todos, o dono do circo também saiu, a policia logo abordou ele.
- Venha comigo!
Disse o policial.

Os adolescentes contaram para os policiais o que eles tinham visto no matagal, enquanto isso a mesma mulher que ligou para a policia, estava ligando para o bombeiro.
Os policias foram atrás desse tal palhaço que os adolescentes haviam contado para eles.
Chegaram ao matagal, mais não encontraram nada, foram andando devagar, e encontrou uma pequena casinha no meio do matagal, eles arrombaram a porta, e para a surpresa deles, todas as crianças estavam lá, porém mortas e todas com o rosto pintado de palhaço, mais ninguém sabe onde o palhaço fugiu.
Quando ficou sabendo dessa história, o dono do circo suspeitou de seu antigo palhaço, que ele havia demitido porque ele estava fumando maconha dentro do circo, e quando foi embora prometeu que iria acabar com a fama do circo. Os adolescentes ficaram traumatizados com tudo isso.
E até hoje a policia não encontrou o tal palhaço.







Autor: Bruno Fernando Morais
Fonte: Historinhas Online

                          
 
 


domingo, 22 de março de 2015

A Velha Casa da Floresta

A casa era velha. Muito velha! Não era uma casa grande e, olhando bem, nem tão pequena assim que se desse motivo à discussão. As poucas telhas intactas formavam um arremedo de telhado desconjuntado, pífio, que a desonrava. As janelas há muito que não ostentavam os vidros reluzentes, quebrados as pedradas pelos vândalos. As paredes de madeira, pretas, carcomidas pelos cupins, mostravam a sua idade, o seu abandono e, o que impressionava mais as raras pessoas que deitavam-lhe os olhos: a solidão! De fato, fora construída no meio do nada! O quintal e o jardim, tomados pelo capim alto, por pouco não se confundiam com a própria mata fechada que a circundava. A estradinha de chão batido que dava acesso à antiga construção perdera-se no tempo.            Diziam-se, os que costumavam circular por aquelas bandas à procura de caça ou os rumores cultivados pelo pequeno povoado próximo da floresta, que a vivenda encarquilhada era mal assombrada: a alma de uma mulher encontrava-se presa à velha casa numa relação de simbiose indissolúvel! Não raras foram as ocasiões em que os relatos apaixonados dos forasteiros desavisados ou moradores incrédulos da vila davam conta de que “a morta” ficava na janela a seduzi-los com canções e oferecimentos sexuais dos mais variados. Folclore ou não, o fato era que ninguém, principalmente os habitantes das circunvizinhanças, se animavam de coragem para entrar à noite na floresta da casa mal assombrada!            Alice, de súbito, abriu os olhos assustada, atenta, mas enxergou pouca coisa. A visão turva era-lhe de pouca serventia. Instintivamente levou a mão à testa onde considerou como certa a origem da dor de cabeça que lhe atingiu forte. Sentiu entre os dedos um líquido viscoso e, sem atinar ainda muito bem o que havia acontecido, soube na mesma hora que se tratava de sangue! A mão na testa desceu para as pálpebras. Esfregou-as devagar. A visão voltou-lhe plena. Correu os olhos para todos os lados querendo saber onde estava e descobriu, apesar do ambiente envolto na mais completa escuridão, que estava dentro do jipe, o carro de seu namorado!            Então... ela lembrou!            — Aquele maldito tronco de árvore no meio da estrada! – Resmungou entre dentes.            O jipe, conduzido pelo namorado, desgovernou-se da estradinha de chão batido e acabou descendo um declive acentuado, curto, que logo se transformou numa ribanceira que os freios em vão tentaram vencer sem sucesso. Os gritos de desespero dela e de Eliseu, chacoalhados violentamente pelos solavancos da descida forçada, foi a última cena que conseguiu lembrar-se antes de mergulhar no escuro inescapável do inconsciente.            Alice esforçou o braço até o painel acionando o interruptor da luz interna do carro. Antes de fazer qualquer movimento para experimentar a própria condição física, sem estalar algum osso ou músculo do corpo, ela destravou o cinto de segurança. Ignorou momentaneamente a escuridão opressora que cercava o jipe e dedicou sua atenção ao companheiro. Eliseu estava desacordado! O coração de Alice pareceu se comprimir de súbito em considerar a hipótese de seu amado estar morto! Havia um forte hematoma no olho esquerdo, leves escoriações nos braços, pequenos cortes e arranhões na face direita, provocados pelos minúsculos vidros estilhaçados do para-brisa.            — Oh, meu Deus! Por favor... Não! – Lamentou numa voz contida impregnada de pura preocupação enquanto, esquecida das dores do corpo, inclinou-se de lado levando a mão ao pescoço dele para sentir-lhe a carótida.            Ficou em dúvida!            Encostou o ouvido no lado esquerdo do tórax. Sorriu satisfeita.            Ele estava vivo!            Alice não precisou de muito tempo para concluir que Eliseu necessitava de cuidados médicos urgentes. Tratou de sair à cata do telefone celular dele ou dela naquela confusão de objetos espalhados aleatoriamente durante a descida acidentada, o que não eram poucos: comida enlatada, cobertores, travesseiros, materiais de pesca e outras coisas de uso necessário no “camping” para onde estava indo não muito longe Dalí. “Cadê o maldito celular?” Não achou o seu e muito menos achou o do namorado.                — E agora? – Reclamou para si mesmo recostando-se no assento do carro com raiva. Sem mais o que pensar ficou olhando para frente sem perspectiva.            Daí... Alice viu a casa! Viu assim, meio que escondida, meio que distante, entre as árvores! Comprimiu os olhos, como se isso ajudasse a focar melhor o objeto de seu interesse na escuridão da noite. Apesar das janelas escancaradas ao mundo, sem vidros, Alice percebeu uma luz fraca, bruxuleante, provavelmente oriunda de velas ou algum tipo de lamparina a óleo. Havia alguém na velha morada! Nem tudo estava perdido, afinal de contas!            — Ah... eu preciso ir lá... – disse firme enquanto olhava o namorado desacordado. Pegou uma lanterna de sua mochila. Inclinou-se novamente sobre Eliseu dando-lhe um sonoro beijo no rosto. – Fique com Deus! Já volto com ajuda, meu amor!            Abriu a portinhola do jipe saindo para enfrentar a floresta, decidida, não sem antes estar de posse de um facão escondido embaixo do banco do motorista: ferramenta apropriada para abrir caminho em mata fechada.            E lá se foi ela, em noite avançada, à procura de ajuda!            À medida que ganhava terreno, cortando capim, galhos e outros impedimentos naturais a golpe de facão, Alice ao mesmo tempo não tirava da mira a velha morada que ia se revelando aos poucos. A luminosidade da lua por aqueles lados fluía sem obstáculos. O facho de luz da potente lanterna movimentava-se o tempo todo na busca de detalhes. Quanto mais a depauperada residência crescia aos seus sentidos tanto mais a mesma parecia ganhar contornos suspeitos e ameaçadores, como se a parte frontal da casa fosse um rosto deformado, carrancudo, onde um olho, a janela escura, parecia vazado e o outro, a janela do quarto iluminado, tencionava sondar-lhe o corpo devassando à sua intimidade: investigava-lhe a alma!            Parou horrorizada! As pernas recusaram-se a lhe obedecer!            Decidiu retornar para o Jipe de imediato! Deu meia volta e quando ia iniciar a caminhada de retorno ela ouviu uma voz:       — Moça, espere um pouco!            Alice gritou assustada apontando o facho de luz para o lugar de onde vinha a voz. Armou o facão decidido a decepar a cabeça de alguém que se atrevesse a encostar-lhe os dedos. Preparou-se para enfrentar um maníaco sexual ou um “serial killer”, no entanto viu-se de frente com um velhinho, de compleição frágil, de mãos levantadas para se proteger do golpe mortal.           — Calma moça! Não tenha medo. Não pretendo lhe fazer mal algum!   Alice olhou aquele senhor de cabelos brancos, magro, de pequena estatura que piscava o tempo todo para se desviar da luz da lanterna. Antes de lhe questionar qualquer coisa, ela voltou-se desconfiada para a casa que, de repente, perdera os contornos malévolos que a assustara segundos antes.            — Quem é o senhor? – Ela perguntou baixando as armas.            — Meu nome é Otávio, moça. Estou de passagem para avaliar em que condições se encontram a velha casa de campo de meus pais! – Ele disse em voz mansa, calma e segura. – O que uma moça bonita como você está fazendo aqui, vagueando sem rumo no meio da mata, à noite, hein?    
 Alice não perdeu tempo em apresentações: contou, sem preâmbulos, a situação do acidente com o namorado que estava desacordado no veiculo acidentado. O velho, à medida que ia recebendo as informações, fazia caras e bocas de preocupação.            — Minha jovem, faça o seguinte: Vá até à casa e peça o telefone celular para Eleonora, minha esposa. Eu vou dar uma olhada no rapaz. Sou médico já aposentado, mas ainda não perdi o jeito, não.            — Mas...            — Vá! Vá, não discuta moça. O seu namorado precisa de cuidados médicos. Use o celular de Eleonora. Convença os bombeiros de enviar uma ambulância o mais rápido possível.            — É que... – Alice tentou argumentar sobre a má impressão que tivera da casa, mas Otávio não lhe deu tempo passando por ela e indo em direção do lugar onde estava o jipe. Que velhinho esquisito!                Alice acompanhou com o olhar o homenzinho simpático infiltrando-se no meio da noite em direção ao local do acidente. Sorriu para si mesmo porque ele lhe fez lembrar o velhinho atrapalhado de um filme antigo que assistira quando criança: “A dança dos vampiros”. Poucos minutos depois, a jovem desvencilhou-se da floresta fechada chegando nos limites da enorme clareira de capim alto que, iluminada pela lua cheia, cercava a residência maltratada pelo tempo. Antes de investir toda a atenção à casa, Alice percebeu uma senhora já de idade avançada, andando de um lado para outro perto de um “Ford” novo estacionado a cinco metros do alpendre. Devia ser a esposa do senhor Otávio.            — Dona Eleonora? – chamou em tom de voz alto enquanto levantava a mão para atrair à atenção dela . A velha senhora parou no mesmo instante, sem assustar-se, segura de si e olhou na direção de onde vinha o chamado.            Enquanto caminhava para encontrar-se com Dona Eleonora, a jovem permaneceu desconfiada, atenta à casa, esperando que a qualquer instante a mesma se revelasse.            Então, naquele exato momento, inesperadamente ocorreu o primeiro dos muitos fenômenos sinistros que tornariam aquela noite como a pior de todas as noites na vida de Alice. Ela viu, ou julgou ter visto, por um lapso de tempo curtíssimo, não mais do que cinco segundos, uma mulher vestida de branco gesticulando excessivamente no parapeito da janela. A cena lhe pareceu irreal porque a desconhecida desferia golpes violentos de mãos fechadas contra o vazio da janela, como se ela tivesse a intenção de quebrar o vidro da mesma que há muito fora depredado! Aparentava ser uma mulher bonita, de longos cabelos pretos cacheados, rosto fino, delicado, aristocrático! A beleza daquele rosto só não se apresentou em toda a sua plenitude porque a fisionomia hirta expressava revolta e desespero. A boca se abriu exageradamente como se gritasse sem que som houvesse. Os olhos arregalados manifestaram horror, revelaram medo! Talvez até estivesse vendo “coisas”, no entanto Alice considerou que todos aqueles gestos espalhafatosos eram direcionados a ela com o claro propósito de adverti-la: “vá embora enquanto é tempo”!            E achou por bem acatar o “aviso”.            Ela já ia tomar o rumo de volta à mata fechada quando o vulto de Dona Eleonora apresentou-se-lhe firme solícita e preocupada.          
    — Moça, o que foi? O que está acontecendo? Você está tão pálida!            
— Humm... Não sei bem o que dizer senhora. Parece que eu vi... Sei lá... Uma mulher pedindo ajuda dentro da casa, sabe?            — Impossível moça! Não há ninguém lá. Tenho certeza! Eu e meu marido estávamos fazendo um levantamento dos objetos e não vimos ninguém! – disse a mulher idosa intrigada com a estranha que havia lhe chamado pelo nome.        
  Alice bem que tentou, mas não conseguiu afastar os olhos da janela como se esperasse que a mulher misteriosa fosse aparecer novamente. Estava chocada com o que vira. A cena realmente impressionou-lhe muito a tal ponto de ignorar a presença de Dona Eleonora que gentilmente, diante das circunstâncias, ofereceu-lhe o braço em apoio.            — Vamos, querida, não tenha medo! Você deve estar impressionada com as histórias que as pessoas contam sobre a mulher fantasma que vive nesta casa, mas tudo não passa de folclore, sabe?            — Que história? – Alice perguntou deixando-se levar relutantemente, ainda sem retirar os olhos da janela.            — Bem... Hum... Dizem que antes de meu sogro comprar esta casa, ela pertenceu a Elias Mendonça, fazendeiro muito poderoso desta região. Foi ele que a construiu, afastada da vila com a intenção de desfrutar discretamente um romance fora do casamento. Ele vinha ver a amante quase todos os dias. Estava apaixonado, mas não poderia abandonar a esposa pelas convenções sociais rígidas da época. Um dia a tal amante adoeceu e os médicos a desenganaram. Dizem que Elias Mendonça a amava tanto que resolveu fazer um pacto com o diabo preservando-a de algum modo. A alma foi extraída do corpo que a doença deteriorava e presa dentro das paredes da casa para que o coronel pudesse conversar com ela todas as noites! Como vê... É apenas folclore!            
   — Nossa senhora! Que coisa mais mórbida! – Alice disse enquanto a proximidade da casa ia-lhe minando a vigor das passadas até que parou vinte ou trinta metros distantes da velha morada, decidida a não seguir em frente.            — Qual é o seu nome, querida? E como sabe o meu? – perguntou Eleonora postando-se diante da jovem assustada.            — Oh, me desculpe à falta de educação! Esta noite não está sendo muito fácil pra mim, sabe! Meu nome é Alice.            — O que você está fazendo por aqui a esta hora da noite, querida? Você está machucada! Olhe só a sua testa!            Alice ainda encontrava-se hipnotizada pela aparição misteriosa da janela. Não respondeu à velha senhora de imediato. A casa tinha de admitir, exercia um fascínio impressionante sobre ela. Quando finalmente teve certeza que a mulher de cabelos cacheados não iria mais aparecer, ela procurou dar atenção à esposa de Otavio. No entanto os acontecimentos daquela noite entrelaçavam-se de modo bastante suspeito. De começo, o rosto da velha lhe intrigou um pouco, porém, mesmo considerando a parca iluminação natural da lua, a sensação de conhecê-la de algum lugar começou a tomar forma em sua mente. De repente, de estalo, ela tomou outro susto:            Dona Eleonora era incrivelmente parecida com a mulher da janela!            Poder-se-ia afirmar que se tratava da mãe dela tal eram as semelhanças físicas entre as duas, mas não! Alice, naquele momento, mesmo não sabendo como explicar a si própria, intuição talvez, teve a absoluta certeza de que aquela senhora à sua frente e a suposta alma da mulher confinada à casa eram a mesma pessoa!            
Ela estava diante de uma mulher morta!    



Autor: Afonso Luiz Pereira


quinta-feira, 12 de março de 2015

Vídeo Sexta Feira 13 - Historinhas Online.




Canal Historinhas Online.


                                       Ótima sexta feira 13 para vocês!

O Homem de Preto

  Dois amigos que se conhecem desde quando eram bebês.
Fernando e Matheus, eles são muito amigos e fazem tudo junto. 
Fernando foi dormir na casa de Matheus, eles jogaram videogame e assistiram televisão e foram dormir. Os pais de Matheus já estavam dormindo, era cerca de umas duas horas da manhã quando Matheus acordou e começou a gritar, Fernando acordou também mais nada disse, a mãe dele acordou e foi correndo ao quarto. 
- O que houve Matheus?
Perguntou sua mãe.
Aliviado por ter sido apenas um sonho, ele respondeu. 
- Tive um pesadelo, desculpa mãe. 
Ela estava com muito sono, deu um beijo em Matheus e voltou a dormir. 
Fernando ficou assustado, mais preferiu ficar quieto, ele não estava conseguindo dormir, ele estava ouvindo passos no quintal da casa, mais não sábia se era só sua cabeça ou se era verdade mesmo, mais ele acabou dormindo, de repente ele começou a ter pesadelos, mais diferente de Matheus ele não conseguiu acordar, ele tentava, mais era como se alguém estivesse segurando ele. Dizem mesmo que quando você está dormindo sua alma sai do seu corpo e passeia a madrugada toda, mais a alma de Fernando parecia está na sua frente e rindo dele. Depois de um bom tempo tentando ele conseguiu acordar, já eram cinco horas da manhã e os pais de Matheus estavam saindo para trabalhar, Fernando era muito tímido então não comentou nada com os pais de Matheus.
Quando Matheus acordou Fernando já tinha arrumado a cama. 
Foram tomar café da manhã, Fernando morava próximo Dalí, mais sua mãe permitiu que ele ficasse lá, um tempo depois eles foram brincar no quintal, eles subiram no pé de manga e ficaram lá por um tempão e então Fernando perguntou.
- Matheus, o que houve? Porque você gritou de madrugada?
- Fernando eu estava tendo um pesadelo, um homem que não tinha rosto, era todo preto, alto e usava um chapéu, ele assassinava todos que via, foi horrível.
- Um homem de preto?
Perguntou Matheus, ele ficou impressionado.
- Sim! Um homem de preto! 
Respondeu Matheus.
- Eu também sonhei com ele.
Os dois ficaram assustados.
- Como assim você sonhou com ele?
Perguntou Matheus.
- Era estranho. Ele era muito mal, ele agredia a todos, a sua força era grande, ninguém conseguia para-lo e o pior eu não consegui acordar.
Matheus ficou assustado com isso. 
Ele tem um irmão pequeno de quatro anos chamado Kaué e Fernando uma irmã de três anos chamada Carol. 
Nesse dia os dois estavam brincando junta, a irmã mais velha de Matheus, Paula tomou responsabilidade para cuidar das duas crianças pequenas.
Quando os dois desceram da árvore, Kaué e Carol estavam brincando perto da porta, quando Matheus olhou para o lado, viu uma sombra de um homem alto e de chapéu perto das crianças, mais sumiu rápido, os dois estavam assustado, mais deixaram de mão, preferiram não contar nada. Fernando iria dormir na casa de Matheus de novo, a mãe de Matheus voltou do serviço eram umas seis horas da tarde, o pai dele chega mais tarde. A noite chegou, estava chovendo forte e as luzes se apagaram, Matheus e Fernando colocaram uma vela na sala e começaram a brincar de guerra, quando depois de um trovão a maçaneta da porta se movimenta, Fernando pensando que poderia ser o pai de Matheus foi abrir a porta quando foi impedido por Matheus.
- Não abra! Venha aqui, vamos ver pela janela.
Não tinha ninguém atrás da porta, eles se assustaram e decidiram contar para a mãe de Matheus que por sua vez não acreditou nos meninos, a chuva parou e como não estava muito tarde ainda, Fernando e Matheus saíram da casa e ficaram em frente a casa de Fernando, a mãe de Fernando trabalhava em uma pizzaria que fica na mesma rua que sua casa. 
As luzes já tinham voltado, eles ficaram conversando, tentando imaginar quem poderia ser que tentou abrir a porta na casa de Matheus, quando eles viram o mesmo homem do sonho deles na casa de Fernando, eles se desesperaram, correram para a pizzaria onde a mãe de Fernando trabalhava e chamou ela que foi correndo para ver o que era, a irmã mais velha de Fernando que estava na casa dormindo acordou com o barulho, a mãe de Fernando entrou com um pedaço de pau na mão, mais não encontrou nada. 
Os meninos estava muito assustado. 
A mãe de Fernando ligou para a policia e quando eles chegaram, os policias alertaram que cerca de uns vinte anos atrás um rapaz foi assassinado naquela rua, ele abusava de crianças e foi morto por um dos pais que teve o filho abusado e quando morreu vestia um chapéu e roupa preta, antes de morrer ele jurou que iria se vingar de todos que ajudaram a assassinarem ele. 

Depois que a policia foi embora, os adolescentes entraram na casa, sentiram um frio na barriga e olharam para trás, o homem de preto zombava deles.
Matheus e Fernando temem isso até hoje.


Autor: Bruno Fernando Morais



quarta-feira, 11 de março de 2015

Os Setes

O Morto-vivo abandonou o caixão e arrastou-se para fora da sepultura. A tumba escura estava vazia, e ele não tinha idéia do que fazia ali. Não se lembrava de seu ultimo dia lá fora. Estava ajoelhando no chão frio. Olhou para cima e viu a portinhola por onde devia sair. Seu corpo estremeceu. Os músculos doíam a cada movimento, mesmo os menores. Sabia que estava no fundo de uma tumba. Havia acabado de escapa da sepultura. Ah, que coisa horrível! Por que o haviam colocado ali? Ele não estava morto. Levou a mão ao peito. Não sentia o coração batendo. Ah, meu Deus! Perguntou-se o que estava fazendo ali, ele não tinha resposta. Uma mão surgiu, entrando pela portinhola, acompanhada de uma voz rouca e paciente.
- Venha, meu filho. Vem e eu respondo ás perguntas.


Autor: André Vianco

Recebida Por Email Por Kaline Souza. 

Mande sua história para

canalhistorinhas@gmail.com




Leito 309

Cadeados trancam a porta. Não tem como entrar ou sair! Preciso entrar aqui para salvar minha vida.
Depois de muita força, consigo arrombar a porta... Na sala onde estou tem quatro fileiras de macas com lençóis brancos cobrindo corpos, porem uma das macas esta vazia. Ouço os passos dele se aproximando, e decido me deitar na maca como se fosse um cadáver igual aos outros... Acho que enganei ele, decido levantar o lençol para ver, mas na mesma hora sinto uma enorme pontada seguida de uma dor excruciante no coração. Vejo aqueles olhos famintos de sangue me fitando.
 Mas reparei em uma coisa antes de morrer, os lençóis antes brancos e limpos, agora estão encharcados de sangue. 




Recebida Por Email Por Aline Lima

Mande sua História para

canalhistorinhas@gmail.com 


domingo, 1 de março de 2015

Foi bom

"Foi tão bom conversar com ela mais uma vez...
A última vez foi um dia antes dela morrer".