sábado, 26 de janeiro de 2019

A curiosidade pode te matar


Em um dia normal, João pegou sua bicicleta e saiu para mais um dia de trabalho.
Ele preferia pedalar ao invés de usar transportes públicos, e seu trabalho era próximo, logo não havia necessidade de pegar um ônibus por exemplo.
Durante seu trajeto, João passava por uma casa, que provavelmente estava abandonada, a curiosidade de ver de perto era grande, mas devido a seu horário apertado isso não era possível. João saia às 20h todos os dias, porém nesse dia ele foi dispensado mais cedo. Era 19h quando João pegou sua bicicleta e voltava para casa.
Ele estava indo tranquilamente, quando passou perto a casa estranha, ele parou e decidiu matar de vez a sua curiosidade em relação aquele lugar, aproveitando que tinha saído cedo.
O lugar é escuro, ele pulou a cerca velha, e com a lanterna em seu celular foi caminhando até a porta.
Na entrada um aviso “Não entre”. Mas a curiosidade de João era maior, e o que teria de mal, em um lugar vazio?!
A porta estava trancada com corrente e cadeado, porém a janela era fácil de abrir, ele optou por ela.
Quando chegou próximo a janela, dentro da casa, foi possível ouvir um grito “não”.
João achou que poderia ser algo de sua cabeça e começou a abrir a janela, bem sutilmente para não chamar atenção dos vizinhos locais.
Com a lanterna em sua mão, João entrou na casa, o lugar fedia muito, aquela janela a qual ele adentrou, seria um quarto.
Não tinha colchão a cama, e tinha fotos de uma senhora, e um guarda roupa, porém com nada dentro, ele continua a andar, abre a porte devagar, e escuta novamente um grito “Não”.
O que seria isso? Coisas de sua imaginação? Ele continua a seguir pela casa, dessa vez pela sala, um lugar sombrio. Ele encontrou dois sofás bem antigo, um deles tinha um pouco de sangue, e no chão algumas pegadas. O que seria aquilo? Estava muito nítido, deixando a entender que era recente.
João começou a achar aquilo muito estranho, e preferiu deixar o local, pois estava com medo, tentou voltar ao quarto para sair pela janela em que entrou, porém, a porta estava trancada.
Como? João acabou de passar por ela. Pois bem, ele entrou em desespero e tentou achar outras alternativas de sair do local, viu uma luz que direcionava ele a um outro quarto, ele foi sorrateiramente com a lanterna ligada, quanto mais próximo ele estava do quarto, a lanterna em seu celular começava a piscar, algo que deixava o mais assustado.
A luz do quarto se apaga, assim como a sua lanterna, João escuta algo que parecia estar ao seu lado “Você jamais sairá daqui”.
Com isso, ele acabou dando um grito, e esse grito fez com que todas as luzes se ascendesse, ele viu sangue nas paredes, corpos de pessoas penduradas no teto da casa, e uma imagem de uma senhora em sua frente, de vestido, com os olhos fechados e uma expressão medonha, as luzes voltam a se apagar, João decide ligar para alguém, porém seu celular está sem rede, e começa a esquentar muito, e na tela aparece.
“Eu avisei” e a imagem da senhora, João acaba derrubando o celular no chão.
E se destrói todo, João realmente não sabia o que fazer, o desespero era muito grande.
Quando uma luz naquele quarto se ascende e João escuta uma voz “Não! Por favor não!”.
Ele completamente assustado, decidi ir ver, quando entra ao quarto se depara com diversas pessoas mortas, as paredes completamente com sangue.
A porta se fecha, a luz começa a piscar. Logo, novamente aquela senhora.
- Isso que dá entrar na casa dos outros não é mesmo meu rapaz. Você é o próximo!
Logo a velha dizer isso, as luzes novamente começam a piscar repetitivamente as coisas começaram a cair no chão, João desesperado correu, os corpos pendurados caíram no chão, e estranhamente se arrastavam em direção a João, o sangue nas paredes sujava toda a sua roupa, e com a intenção de derrubar a porta, João começou a chutar.
Porém ela foi aberta, e quem a abriu foi um vizinho, que logo retirou João de lá, e levou até sua casa.
João estava totalmente perdido, não queria acreditar, estava com muito medo.
Esse vizinho então logo disse.
- Eu moro aqui há muitos anos, antigamente naquela casa, morava uma senhora e seus filhos, um deles ficou doido, entrou naquela casa e matou a senhora e o restante dos filhos e logo fugiu, desde então ninguém nunca mais o viu.
Desde esse acontecido, aquela casa nunca mais foi a mesma, tende a acontecer frequentemente isso que aconteceu com você com outros curiosos que invadem a casa.
João não conseguia dizer nada, ele só queria mesmo era sair o quanto antes daquele lugar.
Os dois ouviram barulhos de sirene, a policia foi acionada, assim que ouviu o vizinho disse.
- Eu não levarei a culpa de ter matado toda essa gente, você seria o próximo!
João logo entendeu tudo! Mas antes de conseguir dizer qualquer coisa, o vizinho se matou com uma arma que escondia.
Os policias ouviram o tiro, e foram até o local, João como estava assustado, não sabia como reagir e tentou fugir, e os policiais o pegaram.
João foi preso, acusado de matar aquele senhor, e acusado de matar todas aquelas pessoas que estavam na casa.
Enquanto estava sendo levado ao carro ele ouviu “Eu avisei”.
No processo, João descobriu que aquela casa pertencia a dona Maria, que tinha 3 filhos.
Maria fazia coisas que envolvia bruxaria, escondido de seus filhos.
Em um dia, um dos seus filhos, que voltou pra casa totalmente bêbado viu aquilo, eles tiveram uma briga feia e ele a esfaqueou e depois todos os irmãos. Quando percebeu o que tinha feito, se desesperou e fugiu daquele lugar.
Como a casa era até então afastada de tudo, esse crime nunca foi descoberto, porém com os anos, alguém sempre tentava entrar na casa, e esse filho, conhecido também como vizinho os matava e os pendurava. Quando João entrou na casa, os espíritos desses tentaram o avisar.
Mas não conseguiram!
Após o término do processo, João conseguiu provar sua inocência, a casa foi destruída por ordem da prefeitura.
João nunca mais foi o mesmo!


Autor: Bruno Fernando Morais

História Exclusiva: Momento de Terror