sexta-feira, 17 de julho de 2015

Tormento



















 Gerald estava deitado em sua cama olhando fixamente para o teto. Naquele momento, muitos pensamentos e sentimentos passavam por sua cabeça. Ele não queria ter esses tais pensamentos e sentimentos, mas devido ao seu estado emocional, era inevitável. Revoltado com acontecimentos recentes, Gerald sentia um desejo incontrolável de dar um fim àquilo que o incomodava.
     Há um tempo Gerald se mudou para uma nova casa, mas o que parecia ser uma nova etapa em sua vida se tornou uma época de transtornos. Em um local que parecia tranquilo, havia uma vizinhança que aparentemente era amigável, mas na verdade, essas pessoas não passavam de um bando de mal-educados. A todo o custo essas pessoas queriam de alguma forma incomodar Gerald, seja por barulhos em horários indevidos ou por frases maldosas em forma de indiretas. Gerald sempre foi um rapaz tranquilo, não gostava de desavenças e nem de injustiças, não entendia o porquê de toda aquela maldade, mas descobriu por si só o quanto o ser humano pode ser mau. Observando cada movimento, ele sabia que algo errado havia com aquela vizinhança. Gerald conseguiu lhe dar bem com isso por algum tempo, mas como tudo tem um limite e as provocações chegaram a um nível absurdo, Gerald decidiu dar um fim a esse tormento, queria retribuir todas as ofensas recebidas e ir mais além, queria provocar dor aos seus desafetos.
     Gerald pegou a arma herdada de seu pai, uma pistola calibre 12 com muita munição, e estava praticamente pronto para começar seu plano de vingança.
     Enquanto esperava o momento exato de agir, Gerald andava de um lado para o outro, indo de cômodo em cômodo, pisando firme e com respiração ofegante, com o sentimento de ódio crescendo cada vez mais. Até que, ao voltar para a sala, notou que havia alguém sentado na poltrona.
     - Olá Gerald! - disse esse alguém.
     Gerald não disse nada, apenas ficou espantado com o que viu, ou melhor, com quem viu. Gerald estava vendo ele mesmo sentado no sofá, com uma pequena, mas significante diferença. O Gerald da poltrona estava mais magro, com rugas no rosto, sorriso sarcástico e olhar de ódio.
     A cópia de Gerald se levantou e caminhou até o Gerald original, colocou as mãos sobre seus ombros e disse:
     - Quer saber o que sou? - Sou seu ódio materializado... Estou aqui para ajuda-lo a cumprir seu plano!
     Espantado e confuso, Gerald olhava para aquele ser idêntico a ele sem dizer uma palavra, apenas vinham em sua cabeça pensamentos e lembranças ruins.
     - Eles querem atrapalhar a sua vida... Querem que você morra! - continuava falando o Gerald do mal.
     Naquele momento Gerald tinha a absoluta certeza do que queria fazer, estava decidido a finalizar seu plano e eliminar aqueles que lhe fizeram mal.
     - Isso! Não pense muito... Apenas faça! - incentivava o Gerald do mal.
     Enquanto colocava munição no calibre 12, Gerald olhou para a estante da sua sala. Nela, estavam as fotos de família. Havia fotos dos pais, irmãos, irmãs, e bem ao lado, uma foto da garota que ele amava. Nesse momento, Gerald voltou a si e conseguiu rapidamente raciocinar sobre o que estava pretendendo fazer.
     - Vamos Gerald... Chegou o momento! - continuava incitando o Gerald do mal.
     - É verdade... Chegou o momento! - Disse Gerald olhando fixo para sua cópia maléfica.
     Engatilhando a arma rapidamente, Gerald atirou contra aquele ser demoníaco o derrubando para trás! Ele ainda se aproximou da sua cópia do mal e deus mais dois tiros, ambos certeiros ma cabeça, praticamente a desintegrando.
     Gerald largou a arma, levou às mãos a cabeça e disse:
     - Oh Deus!
     Gerald foi se afastando do corpo desfigurado de sua cópia do mal, encostou-se à parede, foi deslizando até se sentar e começou a chorar copiosamente. Ele ficou por ali por mais de uma hora, de cabeça baixa, chorando e refletindo sobre sua vida e sobre a atrocidade que iria cometer.
     Quando Gerald levantou a cabeça, notou que o corpo da sua cópia do mal havia desaparecido, também não havia sinais do sangue que se espalhou pela sala. Gerald tentava entender se aquilo realmente aconteceu ou foi coisa de sua mente perturbada. Naquele momento, isso não importava mais.
     Tempo depois, já se sentindo mais tranquilo, Gerald decidiu acabar com todo aquele tormento, mas de uma forma diferente. Ele aguentou firme, ficou em silêncio, evitou certos contatos, até que por fim, conseguiu se mudar para um local melhor e digno de ser chamado de lar.
     Mesmo sabendo que alguns dos seus desafetos mereciam uma punição severa, Gerald não queria ser responsável por aplicar a justiça, deixaria o tempo se encarregar de dar as pessoas aquilo que elas merecem, bem ou mal. Afinal, o tempo é o vingador, e é ele quem coloca tudo em seu devido lugar. Gerald conseguiu dominar seu demônio interior... Mas até quando?

Autor: Felipe AG
FONTE: Face do Medo

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Como você morreria em um filme de terror? MTV lança jogo interativo para promover Scream

Quem nunca viu um filme de terror e ficou criticando os personagens, gritando "Sai daí!" ou "Corre garoto! Não fica aí parado!"? Mas o que aconteceria se fosse você que tivesse que fugir de um assassino psicopata? Qual seria sua reação? Essa é a proposta do novo jogo interativo lançado pela MTV norte-americana para a divulgação da série Scream, baseada na famosa franquia de terror Pânico












A criativa jogada de marketing é uma experiência interativa chamada "Choose Your Own Murder" ("Escolha seu assassinato", na tradução literal). Nela, vemos um típico casal adolescente, em maior clima de azaração, até que eles ouvem um barulho estranho.

A partir disso, os jogadores podem fazer uma série de escolhas, como "ignorar o ruído" ou "checar o que aconteceu". SPOILER: Mas, não se preocupe, um assassinato sangrento é garantido. 


Vale lembrar que a MTV está investindo pesado na promoção de sua nova série, com ideias bem legais, como o teaser de divulgação onde as estrelas de outras atrações da emissora participam em uma festa sangrenta.

Com direito a uma nova máscara para o assassino Ghostface, Scream estreia dia 30 de junho, nos Estados Unidos.



terça-feira, 16 de junho de 2015

Halloween: Franquia de terror vai voltar às telonas

Saudades de uma noite bem macabra de Halloween? Não se preocupe pois Mike Myers retornará às telonas! Depois de seis anos afastado dos cinemas, o nosso psicopata favorito finalmente ganhará o seu 11º filme, que se passará depois da trama de Halloween - O Início e Halloween 2.

Intitulado Halloween Returns, o novo filme será dirigido por Marcus Dunstan, que se uniu a Patrick Melton para roteirizar o longa. Os dois também escreveram o roteiro dos quatro últimos Jogos Mortais que foram lançados.

A produção executiva ficará a cargo de Malek Akkad e Matthew Stein, responsáveis pelos dois últimos filmes de Halloween.

Para quem não lembra, a franquia criada por John Carpenter, que começou em 1978, conta a história de Michael Meyers, um doente mental que escapou da instituição onde vivia e passa a aterrorizar a sua cidade natal, perseguindo pessoas com uma faca e uma máscara assustadora. A saga ganhou umreboot em 2007, com o lançamento de Halloween - O Início e Halloween 2, de 2009, sob a direção de Rob Zombie.

De acordo com Bob Weinstein, o co-diretor da Dimension Films, que cuidará da produção do novo longa ao lado da Trancas International Films, "Michael Myers fez uma longa pausa das telonas, e sabemos que os fãs estão ansiosos para vê-lo retornar. Estamos muito animados por estar trabalhando de novo com a Trancas e ansiosos para trazer uma das partes mais assustadoras desta franquia clássica para o público do mundo todo".

O roteiro de Halloween Returns ainda não foi divulgado mas a produção está prevista para começar no mês que vem (isso mesmo, em julho!). E aí, ficariam empolgados com a novidade?



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Fiel ao filme original, novo Poltergeist desperta nostalgia, mas também pode agradar o público jovem


Lembro que quando eu era pequeno morria de medo daquela garotinha loira que ficava conversando com a TV. Eu estava longe de nascer quando o primeiro Poltergeist — O Fenômeno foi lançado, em 1982, mas como o filme fez bastante sucesso, nos anos seguintes ele foi reexibido inúmeras vezes, ganhando mais fama ainda por conta da história da suposta maldição sofrida pelo elenco. Já adolescente, tomei coragem de assistir ao filme todo e adorei, porque é até engraçado de certo modo e era impossível não torcer por aquela família. Alem disso, entendi que não era da fofa menininha que eu tinha que ter medo.
Nesta quinta-feira (21), chega aos cinemasPoltergeist — O Fenômeno, nova versão do clássico que marcou toda uma geração. Tive a chance de assistir a esta nova versão, a convite da Fox, no mesmo dia em que assisti ao filme original. Fazia muito tempo que eu tinha assistido ao longa antigo e alguns detalhes fugiam à mente, mas colocando as duas versões lado a lado, posso dizer que a de 2015 presta uma ótima homenagem à de 82, por preservar a sua essência.
Tudo é bastante parecido. Os cenários, a árvore assustadora do quintal, o boneco palhaço (que ganha aqui um versão ainda mais assustadora), e até mesmo a família escolhida. Kennedi Clements, a garotinha escalada para a produção atual, pode até não ser loira, mas tem aquele mesmo olhar que Heather O'Rourke, e também manda bem em cena.
O roteiro foi atualizado, para adequar a história aos novos tempos (dessa vez não é só a TV que é usada para se comunicar com os fantasmas, mas também tablets, smartphones e até um drone), mas os arcos principais do filme são mantidos. Outra sacada bem interessante para atualizar a história é que o médium que ajuda a família nesta versão é uma estrela de um reality show sobre fantasmas daqueles bem caricatos num canal de TV. E ele ganha tanto carisma nas mãos do ator Jared Harris quanto a sensitiva baixinha e durona de Zelda Rubinstein no primeiro Poltergeist.
O elenco, aliás, é um grande acerto. Assim como no original, a família é bem real e legal, então fica difícil não torcer para que eles se salvem. Vai dizer que naqueles filmes que tem mocinhos chatos você não torce pelo vilão? 
Comparando os momentos nos quais os dois filmes foram lançados, é engraçado perceber como os personagens foram construídos. Em 82, a família da trama era de classe média e estava bem de vida, mas viu seu "sonho americano" desmoronar quando descobrem o mal que assola a casa. Já na versão 2015, eles são uma família que precisa se mudar para um bairro distante, numa casa estranha, tudo porque o pai está desempregado e a mãe é uma escritora frustada.
O legal é que aquele terror com toques místicos e uma boa dose de humor é mantido, o que torna a experiência mais envolvente do que apenas assustadora. Você vai tomar uns sustos, mas não vai sair do cinema tremendo de medo, porque a união dessa família para acabar com o mal e seguir a vida é o grande mote do longa. 
A nova versão de Poltergeist é divertida e presta uma boa homenagem ao clássico. Alguma pessoas podem argumentar que os filmes são muito parecidos e que isso torna a versão mais recente desnecessária, mas acredito que as duas produções valem o tempo investido e o dinheiro também. O mais o novo, inclusive, usa o 3D de maneira muito bacana e apropriada.
O Poltergeist de 2015 tem tudo para agradar ao público mais jovem, por ter a estrutura de outros longas de terror atuais, mas não deve ofender os mais nostálgicos. Assim como O Massacre da Serra Elétrica, Madrugada dos Mortos e Viagem Maldita, outros clássicos de terror que ganharam versões repaginadas bem interessantes,Poltergeist volta aos cinemas reafirmando como uma boa história pode ser contada de várias maneiras e passada adiante para novas gerações.





sexta-feira, 29 de maio de 2015

Charlie Charlie Challenge

Tentar se comunicar com espíritos é uma prática que existe há muito tempo.
A moda agora na Internet é conversar com um espírito mexicano chamado "Charlie Charlie".
Muitos acreditam nisso, mais é só mais truque, isso o Felipe Neto, mostra como se faz. As pessoas gostam de chamar atenção, e fazem um drama sobre isso. 

Charlie Charlie não existe e já está chato! Até a brincadeira do copo é mais real (Risos). 

Objetivo da brincadeira:
Conversar com Charlie Charlie em Inglês, se o lápis se mover, e que ele está ali. 

(Os que se movem é porque tem alguém assoprando).  

*Clique no nome Felipe Neto para ver o vídeo.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Mamãe

Jason e Annie estavam vivendo melhor momento de suas vidas. Recém-casados e com uma nova casa adquirida, Jason curtia a promoção na empresa onde trabalhava, e Annie, feliz da vida, esperava por seu primeiro filho. Era uma ótima época para a chegada do bebê.
O casal percorria por inúmeras lojas comprando todo o enxoval, pois já sabiam que Annie daria a luz a um menino. O último item adquirido foi um berço, comprado em uma loja de móveis usados, pois Annie se encantou com sua beleza. Depois dessa última compra, o quarto do bebê estava pronto.
Um mês depois veio ao mundo James, que nasceu saudável e trouxe alegria definitiva ao casal. Tudo estava perfeito, mas foi a partir desse momento que coisas estranhas começaram a acontecer.
Nos dias seguintes, eles passaram a ouvir ruídos e sons estranhos pela casa, ás vezes parecia móvel sendo arrastado, batido, ás vezes pareciam sons de passos. E foi assim durante vários dias, o casal procurava não dar muita importância para o que acontecia, mas já estavam ficando assustados. Mas o susto maior ainda estava por vir.
Em um sábado a noite, logo após algumas visitas irem embora, Jason, que havia a pouco saído do banho, caminhava em direção aos quartos, nesse trajeto, passou em frente ao quarto do bebê, olhou para dentro, sorriu, e continuou caminhando ao chegar ao quarto do casal. Ao entrar, o sorriso estampado no rosto de Jason desapareceu, dando lugar a uma expressão de extremo pavor. Annie, ao perceber do marido ao vê-la perguntou:
- O que foi? O que aconteceu?
Jason não disse nada, saiu correndo e foi até o quarto do bebê. Annie o seguiu.
- Por favor, Jason... Diga-me o que aconteceu? - continuava perguntando Annie, cada vez mais confusa e assustada.
Jason continuou sem dizer nada, olhou para o berço, notou que o bebê estava dormindo, foi até a janela, verificou se estava trancada, andou por toda a casa, e só depois de se certificar que tudo estava trancado, contou para Annie o que havia visto.
- Tinha uma mulher no quarto do nosso bebê! - disse Jason, ainda ofegante e bastante assustado, e continuou dizendo - Eu pensei que fosse você, mas você estava no nosso quarto!
Annie não disse nada, apenas abraçou o marido. Jason continuava repetindo.
- Eu juro Annie... Eu vi uma mulher parada ao lado do berço do nosso filho!
Annie não sabia o que dizer e nem como agir naquela situação, mas sabia que devido ao comportamento aterrorizado de Jason, sabia que ele falava a verdade.
Naquela noite, levaram o bebê James para dormir no quarto do casal, eles temiam algo que nem sabiam o que era. Jason passou a noite inteira em claro e, para piorar, aqueles estranhos sons e ruídos voltaram a ser ouvidos. Durante a longa e perturbadora madrugada, Jason escutou todos aqueles efeitos sonoro assustadores. Na sala, na cozinha, no quarto do bebê e até bem em frente a porta do quarto do casal. Jason não quis acordar Annie, mas não via a hora de amanhecer para poderem sair dali.
Nos primeiros sinais de claridade, Jason levantou da cama, acordou Annie e contou tudo sobre o que ouviu na noite passada. Logo o casal saiu e foi até a casa dos pais de Annie, onde passaram todo o dia.
À noite, mais calmos, retornaram para a casa. Annie com o bebê dormindo no colo foi até o quarto coloca-lo no berço, enquanto Jason ficou na cozinha preparando algo para eles comerem. Cinco minutos depois, Jason ouviu os gritos desesperados de Annie, ele correu até o quarto do bebê, chegando lá teve uma visão aterradora. Annie estava encostada na parede gritando desesperadamente olhando para aquilo que a estava apavorando, e que também apavorou Jason. Havia uma mulher, com longos cabelos escuros, vestindo um pijama de hospital todo sujo de sangue, ela balançava o berço como se quisesse ninar o bebê. O susto foi tão grande que literalmente paralisou o casal, que apenas ficaram observando aquela cena pavorosa. Alguns minutos depois, a esquelética e medonha mulher, deixou de balançar o berço, e andando bem devagar, saiu do quarto do bebê e foi andando em direção à sala, onde desapareceu. Além do enorme susto, algo chamou a atenção de Jason. Ao passar por ele, a assustadora mulher, com seus olhos avermelhados e lacrimejantes disse: “Obrigado ". Depois desse terrível e surpreendente fato, nada de estranho ou assustador voltou acontecer.
Dias depois, Jason ficou sabendo que aquele berço comprado em uma loja de móveis usados, era de uma família, em que uma mulher, grávida de sete meses, morreu em um hospital enquanto tentava se recuperar de um acidente de transito.
Em uma das conversas sobre o ocorrido, Annie disse para Jason:

- Talvez ela quisesse a oportunidade de poder balançar o berço! Nem que fosse só por uma vez!

Autor: Felipe AG

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Postagens e Histórias Novas

Olá seguidor e visitantes do Blogger "Historinhas Online" no momento estamos sem conteúdo de postagens.
Mais em breve iremos voltar com todas as histórias de antes.

*Blogger vai passar por melhorias e no dia 01/06/2015 o Blogger estará de volta com novas histórias.

Obrigado por sua visita e até breve.

Atenciosamente,

Canal Historinhas Online
"As melhores histórias
de terror e suspense". 

terça-feira, 28 de abril de 2015

Encaminhe Histórias Para Nós.

Encaminhe sua história (Feita por você ou de outro autor) para nós com nome do autor e fonte.

Email: canalhistorinhas@gmail.com




sexta-feira, 24 de abril de 2015

West Farm - A Fazenda Assombrada

Estava dirigindo na estrada a noite, uma mulher chamada Sara ela havia perdido sua filha ha um ano atrás, pois apos seu desaparecimento ela é encontrada morta, agora ela estava indo para a casa de seus pais prestarem homenagem a sua filha junto com eles, seu marido estava no banco do passageiro.
Quando os dois conversavam um caminhão veio e bateu no carro. Quando acorda Sara vê seu carro a uma longa distancia em chamas, ela chama por seu marido:
- Jorge, cadê você?
Mas nada respondia.
Ela viu que estava dentro de uma fazenda, e percebeu que estava sentada em uma grama amarelada, estava muito frio, a nevoa cada vez ia aumentando, e um silêncio horrível à fez arrepiar, e foi quando ouviu um gritou vindo da casa da fazenda, ela se dirigiu até o local.
Ela chegou até a porta e pode ouvir passos dentro da casa, ela grita desesperada, mas o nada responde, naquele frio da noite e com medo sua reação foi chutar a porta até derruba-la, fazendo um enorme eco em todo o local, logo depois ela escuta novamente os passos vindos do andar de cima:
- Jorge é você sou eu Sara, não tenha medo? Falou Sara com uma voz tremula.
Mas ninguém respondia com medo ela pegou um cano e foi andando até a escada um passo por vez, pois não conseguia ver nada naquela escuridão, apenas as chamas do carro iluminava o local, pois nem a luz do luar havia aparecido naquele momento. Ao chegar à escada ela começa a escutar um choro de uma criança, ela sobe desesperada até o andar de cima, mas não vê nada, ela fica parada tentando enxergar algo naquela escuridão, quando ela vira de costas ela vê sua filha totalmente pálida e com movimentos lentos e ela dizia:
- Mamãe você vai me ajudar?
Sara entrou em pânico e começou a pedir ajuda e socorro, mas seu grito só ecoava pelo vazio:
- Não adiantam aqui eles não te escutam. Disse Mary, que era filha de Sara, com uma voz de ira.
Sara desceu até a porta e correu em direção ao carro, e foi quando ela escutou seu marido gritando, e deu grito vinha da casa, sem pensar duas vezes Sara foi até a casa, subiu até o primeiro andar, mas não viu nada, mas quando vira de costas vê sua filha com uma faca na mão dizendo:
- Agora só falta você, porque não me ajuda e ficara bem?
Ouvindo essas palavras Sara deduziu que seu marido estava morto, e viu que sua filha precisava de ajuda, foi quando ela respirou fundo e disse:
- O que você fez com meu marido?
- Seu marido, ele era um miserável que não dava a mínima para a família. Falou Mary com voz de ódio.
Sara estava muito assustada, mas não cedeu outra pergunta:
- Como eu te ajudo?
- Me tira desse inferno. Disse Mary chorando.
Sara se aproximou de Mary e sentiu um frio enorme, quando ela olhou nos olhos de sua filha, viu que ela já não tinha mais animo, e voltou a perguntar:
- O que eu faço?
- Me tire daqui. Disse Mary.
- Como você está morta. Respondeu Sara.
- Mas meu lugar não é aqui. Falou Mary enchendo seu rosto de lagrima.
Ao fazer isso a mão tocou no rosto de sua filha e sentiu um enorme frio, mas mesmo assim enxugou as lagrimas de sua filha.
- Eu sou escrava deles. Disse Mary olhando para trás.
Sara olhou na mesma direção e viu três homens todos eles com uma roupa suja e fedida, e seguravam uma corrente e cada uma delas estava presa em Mary.
- Mas porque você veio parar aqui? Perguntou Sara
- Eu estava confusa e não sabia onde estava, e esses homens apareceram me oferecendo ajuda eu aceitei, mas eles disseram que eu teria que paga-los, mas não tinha nada para oferecê-los então eles agora me fazem de escrava. Completa Mary
Sara começa a chorar, mas Mary enxuga as lagrimas de sua mãe, Sara se levanta, pega o cano que segurava e vai atrás dos homens, mas eles desaparecem, junto com sua filha.
Sara então sai da fazenda, mas escuta sua filha dizendo:
- Não me deixe aqui mãe, não me deixe com eles.
Sara tenta, mas não consegue sair, sua emoção não a deixa, ela então vai até o primeiro andar e joga o cano fora, ela então chama sua filha que logo aparece:
- Chame os homens. Disse Sara.
Mary apenas olha para trás e os homens aparecem, Sara vai até os homens e conversa com eles, logo depois Mary vê sua mãe pegando uma faca e enfiando no coração:
-MÃE. Grita Mary desesperada.
Instantes depois os homens tiram as correntes de Mary, e predem na alma de sua mãe. Um dos homens diz:
- Vá esta livre, saia da fazenda.
Ela vai, mas olha para trás e vê sua mãe sendo acorrentada pelos homens.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A Pequena Casa do Mal



Dennis é um advogado muito competente, e por isso, é sempre requisitado e dependendo do caso em que trabalha, ás vezes fica até tarde no escritório. E foi em uma dessas noites em que trabalhou até de madrugada, que algo terrível aconteceu.
Enquanto passava por uma pequena estrada, Dennis avistou um rapaz que desesperadamente pedia ajuda. Dennis ficou temeroso, mas mesmo assim parou. O rapaz, muito agitado, pediu que Dennis o seguisse. Dennis o seguiu, e o homem pegou uma pequena trilha que adentrava a mata e subia um morro. Dennis perguntava o que estava acontecendo, mas o rapaz apenas pedia que o seguisse. Dennis continuou a seguir o rapaz por uns trinta metros morro acima. Estava muito escuro, e Dennis acabou perdendo-o de vista. Ele ficou chamando pelo rapaz por alguns minutos, mas nem sinal do individuo. O local estava uma escuridão total, e Dennis meio sem saber o que fazer andou mais alguns metros adiante, até que, por trás de algumas árvores, ele notou que havia uma claridade. Essa claridade era de uma lâmpada em frente a uma pequena casa situada bem no alto do morro. Dennis foi caminhando em direção a casa, mas alguns metros antes de chegar nela ele começaram a escutar um barulho no matagal. A vegetação alta e a escuridão fizeram com que Dennis ficasse parado, sem reação alguma, apenas ouvindo os sons a sua volta. Eram sons de passos, e Dennis nesse momento, se arrependeu de ter parado o carro, pois pressentia que algo ruim estava prestes a acontecer. Não havia mais sinal daquele rapaz, os sons de passos continuavam o local completamente escuro, e Dennis na dúvida se corria até aquela casa ou não. Mas pensando um pouco mais, ele decidiu voltar pela trilha e sair daquele local estranho. Mas enquanto caminhava rapidamente para retornar a seu carro, Dennis foi surpreendido terrivelmente. Um homem saiu do matagal e golpeou Dennis bem na cabeça com uma pá. Dennis meio atordoado conseguiu se levantar e correr de volta pela trilha, mas aquele estranho homem o seguiu. Enquanto corria atrás de Dennis, o homem gritava assustadoramente, mas Dennis conseguiu correr de volta até a rua, chegarem ao seu carro, pegar o telefone e avisar a policia. Uma viatura chegou há poucos minutos, e foram os policiais que avisaram Dennis sobre um sério ferimento na cabeça, que devido ao susto, ele não havia percebido. Dennis contou tudo aos policiais, contou sobre o rapaz que pediu ajuda e desapareceu e também sobre o homem que o atingiu com uma pá. Como o ferimento na cabeça parecia ser grave, uma ambulância foi chamada e Dennis encaminhado para um hospital.
Os policiais chamaram reforços, e alguns minutos depois chegaram mais duas viaturas. Dois dos policiais ficaram próximos aos carros, enquanto os outros quatro iniciaram a subida ao moro. Usando lanternas, os policiais foram subindo com muita cautela, examinando tudo ao redor. À medida que subiam pela trilha, o mato ia ficando cada vez mais alto. A escuridão e o vento que batia na vegetação deixaram todos muito apreensivos, pois não sabiam o que iriam encontrar no alto do morro. Foram andando bem devagar, até que avistaram a pequena casa. A lâmpada próxima à entrada da casa continuava acesa. Os policias foram até a casa, deram a volta e viram que a energia elétrica vinha de um velho gerador. Voltaram até a frente, bateram na porta várias vezes, mas ninguém atendeu. Um dos policiais voltou até os fundos para ver se havia outra entrada, e alguns segundos depois, ele gritou chamando os companheiros. Ele havia descoberto várias valas no quintal da casa, todas com comprimento para caber corpos humanos. Todos achando aquilo muito suspeito decidiram invadir a casa. Arrombaram a porta facilmente devido a seu estado deteriorado. Ao entrar na casa, notaram que havia poucos móveis, todos eles em péssimo estado. A sala ficava praticamente junto à cozinha, havia resto de comida por todos os lados, e pra piorar, um cheiro horrível se espalhava por todo o ambiente. No quarto só um colchão e um cobertor velho e no banheiro uma sujeira total. A iluminação precária fez com que os policiais sentissem um enorme desconforto. Vasculharam todo canto da casa, mas, não encontraram nada. Eram quase quatro da manhã, os policiais pretendiam voltar quando o dia clareasse, mas, um deles descobriu algo sem querer. Ele notou que as baratas que lá circulavam, entravam e saíam por um vão debaixo de um tapete velho. O policial levantou o tapete e descobriu uma espécie de alçapão. No principio pensaram ser à entrada de um porão, mas na verdade, era um enorme buraco escavado por debaixo as casa. Dois policiais desceram por uma escada de madeira, havia um túnel de uns dez metros de comprimento, e ao fundo havia uma claridade. Os policiais foram andando lentamente em direção ao fundo do túnel, mas para o azar dos dois, a luz foi desligada. Os policiais voltaram rapidamente à saída e pediram as lanternas. Retornando a investigação, eles continuaram em direção ao fundo daquele túnel, dessa vez, mais apreensivos ainda. E quando já haviam passado da metade, um homem surgiu gritando, e com uma picareta, tentou agredir os policiais, mas ambos conseguiram se esquivar. Começou uma luta entre os policiais e aquele estranho homem, mas entre chutes e socos, ele conseguiu se livrar, subir a escadinha e lá em cima, travar outra luta com os outros dois policiais. Foi preciso um tiro na perna para que conseguissem algemá-lo. Esse homem era um senhor de meia idade, magro, tinha um rosto medonho, cabelos ralos e compridos, barba enorme e poucos dentes na boca. Os policiais estranharam que um homem daquela estatura e idade tivesse tamanha força. Mas foi na hora em que foi levá-lo para fora da casa, que os policiais levaram o pior susto de suas vidas. O homem começou a gritar assustadoramente, e o pior, vários objetos da casa começaram a cair, portas e janelas começaram a bater, as luzes ficaram piscando e um barulho infernal, que pareciam ser vozes, atordoaram os policiais. Eles tentaram correr para fora da casa, mas a porta parecia estar trancada. Aquele homem apavorante ainda tentava agredi-los, e só conseguiram pará-lo, com um tiro na cabeça. O homem caiu morto, e foi nesse momento, que os sons atormentadores cessaram. Os policiais saíram da casa, mas todos ainda muito transtornados sentaram alguns metros adiante, próximos a uma árvore no meio da trilha. Ficaram todos calados até o amanhecer.
Depois de passado o susto, eles chamaram reforços. Vasculharam a casa inteira, e no fim daquele túnel, havia um altar com várias estatuas de demônios, e no quintal, havia nove valas, todas com corpos dentro. Os quatros policiais decidiram manter aqueles acontecimentos em segredo.
No hospital, Dennis recebeu curativo no ferimento e passou dois dias no hospital em observação. No quarto em que estava, havia um cartaz com fotos de pessoas desaparecidas, e em uma dessas fotos, estava o rapaz que pediu ajuda na estrada. Ele estava desaparecido há três meses e seu corpo foi encontrado em uma daquelas valas.

Alguns meses depois, aquela casa tenebrosa foi demolida, mas, durante a demolição, dois trabalhadores morreram de formas inexplicáveis.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A Perturbada


  Sarah estava sozinha em casa numa quinta-feira à noite, pois seus pais haviam saído, mas não falaram aonde iam e a que horas voltavam o que era estranho por que eles sempre falavam aonde iam e a que horas voltariam, mas Sarah não se importou com isso, pois gostava de ficar só em casa.
  Sarah estava na sala vendo TV, mas logo foi para o seu quarto, colocou os fones de ouvido e começou a ler seu livro favorito, isso já era 22h35min da noite. Passaram-se meia hora quando Sarah ouviu um barulho alto, tão alto a ponto de ouvir com os fones de ouvido, curiosa ela desce as escadas em direção à sala que aparentemente estava tranquila, então ela volta para o seu quarto e chegando lá vê escrito de preto na parede branca do quarto.
 - "você não deveria estar sozinha em casa Sarah", de repente começa uma sequência de estrondo muito fortes, assustada Sarah corre para a sala acompanhada pelos estrondos, chegando à sala os estrondos pararam repentinamente e nisso o silêncio toma conta da sala, Sarah aproveita o silêncio pra ligar para seus pais que até então estavam fora, mas deu fora de área, quando ela foi tentar ligar novamente ouve os estrondo outra vez, mas dessa vez meio abafados parecia que vinham de baixo da casa, estavam vindo do porão. Sarah corre para o seu quarto e pega um bastão com pregos que tinha para o caso de alguém entrar em sua casa, depois de pegar o bastão Sarah vai lentamente para o porão que ainda continuava com os estrondos, chegando lá abriu lentamente a porta, nisso Sarah grita.
- Quem está ai?
De repente os estrondos param novamente, ela aproveita o silêncio para descer vagarosamente as escadas do porão, a escuridão atrapalhava sua visão quando ela coloca a mão para o lado e encontra o interruptor que ascende a luz, a luz não era muito forte, mas era o suficiente para que se pudesse ver dentro do porão, quando Sarah da o próximo passo a luz queima deixando tudo escuro novamente.
- Mas que porra!
Diz Sarah pegando seu celular para ligar a lanterna dele, a bateria de seu celular estava acabando então ela só tinha uns minutos para descobrir o que estava fazendo aqueles estrondos assustadores, iluminando por trás das coisas velhas do porão ela se depara com um espelho velho de sua família de gerações, ela se aproxima do espelho quando nota que atrás dela havia uma sombra de como se tivesse alguém em pé atrás dela, Sarah ficou imóvel sem saber o que fazer quando vê pelo reflexo do espelho a tal sombra se aproximando lentamente, quanto mais perto à sombra chegava mais dava para Sarah ver suas características, mas quando a sombra estava perto o suficiente para Sarah poder vê-la a bateria de seu celular acaba e a luz da lanterna se apaga no mesmo instante. Em meio à escuridão ainda imóvel Sarah escuta algo sussurrar no seu ouvido –
- Você pertence a mim Sarah... Não há como escapar...
  Num momento de coragem Sarah vira com tudo para trás com seu bastão no intuito de acertar o que quer que seja que estava sussurrando em seu ouvido, mas não tinha nada ali, então Sarah tenta achar desesperadamente as escadas do porão no escuro para sair dali o mais rápido possível. Finalmente ela consegue sair do porão, com muito medo e frustração Sarah grita com toda sua força.
 - Me deixe em paz!
  De repente ela escuta a porta do seu quarto bater lá em cima, tentando juntar coragem ela sobe as escadas devagar chegando lá abre a porta do quarto e entra, ela encontra tudo fora do lugar, suas coisas estavam quebradas como se tivesse passado um vendaval no quarto, quando Sarah olha para o canto do seu quarto vê uma criatura sinistra grande com olhos e chifres vermelhos fluorescentes no escuro do quarto olhando fixamente para ela, mesmo com muito medo Sarah pergunta.
 - O que você é?
A figura macabra não fala nada apenas continua olhando para Sarah, quando Sarah estava prestes a atacar a tal criatura ouve sua mãe a chamando lá em baixo, seus pais haviam chegado finalmente, Sarah sai correndo do quarto sem olhar para trás para ir de encontro aos pais, quando chega à sala ela vê seus pais e os abraça com toda sua força e começa a chorar sem falar nada apenas ficou ali abraçada com os pais que não estavam entendo nada. Logo em seguida a mãe de Sarah pergunta
 - Sarah por que a nossa sala está toda molhada de gasolina?

 Sarah nem havia notado isso e percebe que a sala toda estava ensopada de gasolina, sem entender nada quando Sarah se volta para responder a mãe ela vê a tal criatura atrás de seus pais olhando para ela, com seus grandes olhos vermelhos, quando Sarah se da conta à criatura estala os dedos fazendo toda a gasolina virar fogo e queimar seus pais e ela também. Sarah começa a gritar sem parar agonizando por estar sendo queimada viva e por estar vendo seus pais queimando em sua frente e vendo a criatura sorrir vendo isso tudo sem acontecer nada com ela. Quando Sarah se da conta acorda com uma camisa de força sendo levada para uma sala por dois enfermeiros, pois estava tendo outro pesadelo e estava gritando muito alto e estava assustando os outros loucos da clínica psiquiátrica onde estava internada há quatro anos, pois tivera perturbações mentais quando foi para lá. Por conta disso todos da clínica chamam Sarah de A PERTURBADA.




















Escrito e Enviado Por: Sadra Wanessa.

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Aniversário Historinhas Online "01 Ano" 3:)

Hoje faz um ano que o Blogger Historinhas Online foi criado...
Obrigado a todos que seguem e curte o Blogger. 










Confira as primeiras histórias que foram postadas

É só clicar no nome
Okiku: A Lenda da Boneca Viva
A lenda da Maria Sangreta



















Uma Noite de Terror

Andrew estava no ponto de ônibus, ele que, depois do trabalho, ficou conversando com os amigos, perdeu a noção do tempo e se atrasou, ficou prestes a perder o ultimo ônibus que faria o trajeto até sua casa. Ele correu, mas chegando ao ponto de parada, não havia mais ninguém, na certa o ônibus já havia passado. Então Andrew decidiu esperar um pouco, esperava ter a sorte de o ônibus estar atrasado.
Era uma noite de temperatura agradável, mas escura devido à lua nova e os postes de luz que não contribuía muito com a iluminação. Andrew esperou por uns dez minutos, e só depois teve a certeza que não viria ônibus algum, pois não apareceu mais ninguém no ponto, a rua estava deserta. Do telefone celular Andrew avisou seus pais que havia perdido a condução, e chegaria tarde em casa.
Enquanto Andrew telefonava, uma coisa muito estranha aconteceu. Ele sentiu um vento leve e frio bater em sua nuca, foi como se alguém se aproximasse de Andrew e desse um sopro. Andrew levou um grande susto, sentiu seu corpo arrepiar por inteiro que até interrompeu a conversa com seus pais. Assustado, ele olhou para todos os lados, mas não havia ninguém por perto, e nem ventava nessa noite. Nesse momento Andrew começou a se sentir estranho, sentia um terrível frio na espinha, pois tinha a sensação de estar sendo observado, era como se alguém estivesse bem ao seu lado. E quando decidiu ir embora, Andrew sentiu um leve toque no seu ombro. Andrew saiu caminhando apressadamente, quase correndo, mas foi aí, cerca de vinte metros adiante, uma garrafa de vidro se espatifou bem na sua frente. Andrew notou que aquela garrafa estava bem próximo ao ponto de ônibus, alguém a teria jogado, mas quem? Ele olhou para trás, mas nada, a rua continuava completamente deserta. O garoto não se aguentou, começou a correr, desta vez, não parou para olhar para trás, mas Andrew não estava livre de um susto ainda maior.
Enquanto corria, Andrew escutava sons de como se alguém corresse atrás dele. Ele correu por muitos metros, até que, em uma esquina pouco iluminada, foi empurrado pelas costas e levou um baita tombo. Mesmo atordoado Andrew conseguiu se levantar, novamente olhou para todos os lados, mas não havia ninguém, nem quem o empurrou e muito menos alguém para ajudá-lo, afinal, já era madrugada. Sem ter alternativa, Andrew continuou correndo, mas sua terrível noite estava longe de acabar, faltava muito para chegar a sua casa, e pior, ele sentia que alguma coisa o perseguia. Essa coisa continuou a perseguir Andrew, mas parecia não querer feri-lo, apenas atormentá-lo.
Enquanto Andrew corria, esse ser do além arremessava coisas contra ele, eram sacos de lixo, pedras, garrafas, latas, tudo para deixar Andrew mais apavorado ainda.
Andrew estava esgotado, mas o medo fez com que ele continuasse a correr, mas para seu azar, não encontrou ninguém pela rua que pudesse ajudá-lo, apenas um casal em um carro, que não parou porque desconfiaram de Andrew.
E assim foi Andrew correu muito até chegar a sua casa, mas como estava exausto e apavorado, suas mãos tremiam tanto que não conseguiu colocar a chave na fechadura do portão, o jeito foi tocar a campainha, mas sua noite de terror não havia terminado.
Antes de alguém sair para abrir o portão, aquela coisa atacou Andrew, e foi nesse momento que ele pode ver o que o atormentava. Era um vulto preto quem o agarrava e o chacoalhava de um lado para o outro. Andrew gritou desesperado, até que o ser sobrenatural o jogou contra o portão e sumiu.
O pai de Andrew saiu e o encontrou caído na calçada, a principio o senhor queria chamar a policia pensando que seu filho havia sido assaltado, mas Andrew só queria entrar em casa, estava tão aterrorizado que mal conseguia falar. Com as pernas bambas, Andrew precisou da ajuda de seu pai para entrar na casa, mas, mal adentraram a residência e foram surpreendidos por três batidas violentas na porta. Foi à vez dos pais de Andrew se assustarem. O pai de Andrew ainda olhou pela janela e avistou o vulto preto andando por entre as plantas do jardim da casa, até sumir em um canto escuro.
Andrew contou tudo o que ocorreu na rua até chegar a casa, e devido ao que presenciaram ali, seus pais não duvidou de nada.
Sem saber o que de fato aconteceu, e com certo trauma, Andrew passou a evitar ficar até tarde na rua, mas nada de anormal voltou a acontecer. Andrew nunca mais se esqueceu dessa noite de terror.



Ator: Felipe AG
Fonte: Face do Medo

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Na Escuridão da Noite

Passava da meia noite quando Jeremy saiu da casa de sua namorada. Ela insistiu para que ele passasse a noite por lá, achava muito perigoso o rapaz andar pelas ruas escuras do bairro, ainda mais naquele horário. A preocupação da garota tinha um motivo. Naquela noite choveu muito forte, uma chuca acompanhada de raios, trovões e um vendaval que contribuiu para que não só aquele bairro, mas vários outros ficassem sem energia elétrica. Mesmo com a insistência da amada, Jeremy disse que precisava ir, disse que tinha coisas a fazer, e com um beijo apaixonado se despediu da garota e saiu em caminhada até o ponto de ônibus mais próximo.
Se já não bastasse a desconfortante escuridão, o frio e o sereno a noite ainda contavam com o som sinistro que a ventania provocava ao bater nas árvores. Isso fez com que Jeremy apressasse os passos. Ele se apressou tanto que em poucos minutos chegou ao ponto de ônibus, mas estava receoso, não sabia se realmente pegaria a condução, pois as ruas estavam desertas e alguns poucos carros passavam. Mas para o seu alivio, logo surgiu o ônibus e assim ele pode seguir o caminho de casa. Jeremy desceria apenas no ponto final, pois morava próximo ao terminal rodoviário e, nesse trajeto, aproveitou para puxar uma conversa com o motorista, que, aliás, era seu amigo, sobre a tempestade daquela noite. A situação era muito critica, a cidade toda estava as escuras, havia policiais e bombeiros auxiliando as pessoas, recomendando que todos fossem o mais rápido possível para suas casas.
Cerca de vinte minutos depois o ônibus chegou ao seu destino. Jeremy continuava a conversar com o motorista enquanto as poucas pessoas que estavam no ônibus desciam, mas, antes de fechar as portas do veiculo em definitivo por aquela noite, algo chamou a atenção dos rapazes. Lá no fundo, precisamente no último assento do lado esquerdo do ônibus, havia uma velha senhora, sentada, com os braços cruzados, com a cabeça abaixada parecendo estar dormindo. O motorista ficou confuso, aquela velha senhora havia entrado no ônibus com algumas pessoas, no qual se destacavam pela vestimenta antiquada e de cor preta, mas todos desceram a vários pontos antes do destino final. O motorista foi até a senhora na intenção de acordá-la e também, saber se ela estava bem. Jeremy o acompanhou. Foram várias tentativas de acordar a velha senhora, mas ela não esboçou nenhuma reação, nem com os chamados, nem com os toques no ombro. O motorista colocou a mão na testa da idosa e percebeu que a temperatura do corpo dela estava muito baixa. Jeremy e o motorista de apavoraram achavam que a velha havia falecido ali mesmo. Jeremy tirou seu telefone celular do bolso e enquanto tentava fazer uma ligação para a policia, notou que a velha abriu os olhos. Aquela idosa, de aparência frágil e dócil, com uma impressionante rapidez, segurou no braço do motorista e com a voracidade de um animal selvagem, deu uma mordida cravando bem fundo seus dentes pontudos, para logo em seguida arrancar um enorme pedaço de carne. O motorista deu um enorme grito de dor e, tentando se livrar da velha, tropeçou e caiu de costas no chão. Jeremy, mesmo apavorado com o que acabou de ver, conseguiu arrastar o amigo e tirá-lo para fora do ônibus. A velha perseguiu os dois. Ela andava muito rápido para alguém da idade que aparentava ter. Os outros motorista e funcionários do terminal rodoviário, ao ouvir os gritos desesperados, foram até o local e também se apavoraram ao a horripilante senhora, que estava parada, olhando para todos ao redor com seus olhos vermelhos e seu rosto desconfigurado medonho. O estranho era que ela ficava abaixada, parecendo estar em posição de ataque, quando de repente ela avançou sobre todos. Alguns correram para a rua, outros se trancaram em uma sala dentro do terminal, mas um rapaz não conseguiu fugir e foi atacado pela velha senhora, que literalmente devorou seu rosto. Por uma janela, Jeremy e outras pessoas que estavam escondidas, viram a velha deixar o corpo do rapaz e correr para a rua, que ainda estava em completa escuridão por consequência da chuva. Todos permaneceram escondidos até o dia clarear.
Mais duas mortes idênticas à morte do funcionário do terminal rodoviário foram registradas naquela noite, mas ninguém soube dizer quem ou o que teria cometido tais atrocidades. Nem mesmo Jeremy, ou o motorista, ou todas as pessoas que presenciaram as cenas de terror daquela estranha noite, sabiam o que realmente aconteceu, quem era aquela pavorosa idosa, e porque ela agia daquela forma.

Ator: Felipe AG
Fonte: FACE DO MEDO



domingo, 29 de março de 2015

O Circo do medo

Sempre estamos atrás de entretenimento para que nós possamos nos divertir. Pode ser em shows, teatros, cinemas e até mesmo em circos.
Maria não pensava diferente, ela era adolescente, tinha 16 anos e adorava se divertir com os amigos.
Ela morava em uma cidade pequena que quase não havia shows, mais sempre que podia, ela se reunia no shopping para pegar um cineminha, mais depois de um tempo, chegou uma novidade na cidade, o circo “Catches fire  “ que fazia sucesso no mundo inteiro, Maria adorou saber disso porque alias quem não gosta de circo? Mágicos, dançarinos, malabaristas e os Palhaços.
Logo que ficou sabendo do espetáculo do circo, Maria convidou seus amigos e foram no dia da estreia do circo.
Chegaram lá, era tudo enorme, as cores da lona de circo chamava a atenção de todos, depois de comprar as entradas, Maria e seus amigos ficaram na fila, lá tinha muitas crianças, crianças pequenas de 10 anos para baixo, as crianças adoram circo.
Maria e seus amigos entraram no circo, se acomodaram em seus lugares e esperava o espetáculo começar, quando faltava cerca de dez minutos para começar, uma mulher desesperada levanta de seu lugar e começa a gritar.
- Minha filha sumiu! Ela estava aqui, e agora meu Deus, alguém me ajuda, por favor!
Mais foi interrompida por uma explosão no palco, estava começando, o apresentador agradeceu a presença de todos e começou o grande espetáculo.
Começou com o cantor, depois entrou as dançarinas, em seguida os malabaristas, depois o mágico, depois os tão esperados palhaços.
Os palhaços fizeram todos rirem, encantaram não só as crianças mais também todos os adolescentes e adultos, quando os palhaços saíram, as luzes se apagaram, deixando apenas a luz da plateia acesa.
Outra mulher grita, seu filho de 5 anos também tinha sumido, ela sai desesperada atrás dele, como não havia seguranças no local, as duas mulheres que estavam tentando procurar seus filhos tentaram conversar com o dono do circo, mais não obteriam respostas. Então ligaram para a policia, quando mais uma mulher sai do circo desesperada atrás de seus dois filhos.
O que será que estava acontecendo, as crianças sumia sem dar nenhuma pista, Maria e seus amigos, estavam tão atentos no espetáculo que não perceberam esse movimento, até que, a irmã pequena de um de seus amigos sumiu de repente, eles foram correndo lá fora, e encontraram as outras pessoas que também estava atrás de seus filhos.
Porque motivos às crianças estavam sumindo assim de repente.
Os jovens perceberam que atrás do circo havia um matagal, e no meio desse matagal havia uma luz no meio, eles queriam ir ver o que era.
- Não vão! Pode ser perigoso.
Disse à mulher que ligou para a policia.
Mais eles não quiseram ouvir, e foram mesmo assim, pularam a cerca do circo e foram caminhando devagar, quando chegaram perto, viram cerca de cinco crianças com um palhaço, ele estava oferecendo alguma coisa para eles, quando um dos amigos de Maria fez barulho e o palhaço escutou, o palhaço pegou uma arma que estava com ele, os amigos viram e saíram correndo, e conseguiram chegar no circo.
- Crianças vocês ficam aí, não fujam, vou resolver uma coisa.
Disse o palhaço para as crianças.
Ele foi calmamente pelos fundos do circo, pegou um vidro de álcool jogou tudo na lona de circo, se afastou um pouco e jogou um fósforo, começou a pegar fogo em tudo, ele correu e pegou as crianças e tentou achar um lugar para se esconder, nesse momento a polícia chegou e foi surpreendida pelo fogo no circo que até então ninguém tinha notado, o pessoal do circo saiu correndo, fazendo confusão complicando a saída de todos, o dono do circo também saiu, a policia logo abordou ele.
- Venha comigo!
Disse o policial.

Os adolescentes contaram para os policiais o que eles tinham visto no matagal, enquanto isso a mesma mulher que ligou para a policia, estava ligando para o bombeiro.
Os policias foram atrás desse tal palhaço que os adolescentes haviam contado para eles.
Chegaram ao matagal, mais não encontraram nada, foram andando devagar, e encontrou uma pequena casinha no meio do matagal, eles arrombaram a porta, e para a surpresa deles, todas as crianças estavam lá, porém mortas e todas com o rosto pintado de palhaço, mais ninguém sabe onde o palhaço fugiu.
Quando ficou sabendo dessa história, o dono do circo suspeitou de seu antigo palhaço, que ele havia demitido porque ele estava fumando maconha dentro do circo, e quando foi embora prometeu que iria acabar com a fama do circo. Os adolescentes ficaram traumatizados com tudo isso.
E até hoje a policia não encontrou o tal palhaço.







Autor: Bruno Fernando Morais
Fonte: Historinhas Online