terça-feira, 11 de julho de 2023
O homem de preto
Dois amigos que se conhecem desde quando eram bebês, Fernando e Matheus compartilham uma amizade íntima e fazem tudo juntos. Certa noite, Fernando decide dormir na casa de Matheus. Eles passam o tempo jogando videogame e assistindo televisão antes de irem dormir. Os pais de Matheus já estão adormecidos, e tudo parece tranquilo até que, no meio da noite, Matheus acorda em pânico e começa a gritar. Fernando também acorda assustado, mas decide ficar em silêncio. A mãe de Matheus corre para o quarto ao ouvir o alvoroço.
O que aconteceu, Matheus? - pergunta a mãe preocupada.
Aliviado por perceber que foi apenas um pesadelo, ele responde:
Eu tive um pesadelo, desculpe, mãe.
A mãe, sonolenta, dá um beijo em Matheus e volta a dormir. Fernando, por sua vez, fica assustado, mas prefere ficar em silêncio. Ele não consegue dormir, pois ouve passos no quintal da casa. Ele não tem certeza se é apenas sua imaginação ou se é algo real, mas acaba pegando no sono. De repente, ele começa a ter pesadelos, mas, ao contrário de Matheus, não consegue acordar. Ele tenta desesperadamente, mas parece que algo o impede. Dizem que, quando estamos dormindo, nossa alma sai do corpo e perambula pela madrugada. No entanto, a alma de Fernando parecia estar bem diante dele, rindo zombeteiramente. Após muito esforço, ele finalmente consegue acordar. Já são cinco horas da manhã, e os pais de Matheus estão saindo para o trabalho. Fernando, muito tímido, opta por não contar nada aos pais de Matheus.
Quando Matheus acorda, ele encontra a cama já arrumada por Fernando. Eles vão tomar café da manhã, e Fernando volta para sua casa, que fica próxima. Algum tempo depois, os dois amigos estão brincando no quintal. Eles sobem na árvore e ficam lá por um bom tempo, até que Fernando decide perguntar:
Matheus, o que aconteceu? Por que você gritou de madrugada?
Fernando, eu tive um pesadelo. Havia um homem sem rosto, todo vestido de preto, alto e com um chapéu. Ele assassinava todos que encontrava. Foi horrível - responde Matheus.
Um homem vestido de preto? - pergunta Fernando, impressionado.
Sim, um homem de preto! - confirma Matheus.
Eu também sonhei com ele.
Os dois amigos ficam assustados com a coincidência.
Como assim você sonhou com ele? - pergunta Matheus, temeroso.
Foi estranho. Ele era extremamente malvado, agredia a todos com uma força incrível, e ninguém conseguia detê-lo. O pior é que eu não conseguia acordar - explica Fernando.
A revelação deixa Matheus apavorado. Ele tem um irmãozinho de quatro anos chamado Kaué, e Fernando tem uma irmãzinha de três anos chamada Carol. Naquele dia, os dois estão brincando juntos, enquanto a irmã mais velha de Matheus, Paula, toma conta das duas crianças.
Quando os amigos descem da árvore, veem Kaué e Carol brincando perto da porta. Matheus, ao olhar para o lado, percebe uma sombra alta com um chapéu próximo às crianças, mas ela desaparece rapidamente. Embora assustados, decidem não comentar nada. Fernando decide passar a noite novamente na casa de Matheus. A mãe de Matheus chega do trabalho por volta das seis da tarde, enquanto o pai ainda está ausente.
A noite cai, e uma forte chuva começa a cair, apagando as luzes. Matheus e Fernando colocam uma vela na sala e começam a brincar de guerra. Em meio a um trovão, a maçaneta da porta se mexe. Fernando, pensando que pode ser o pai de Matheus, vai abrir a porta, mas é impedido por Matheus.
Não abra! Vamos ver pela janela - sugere Matheus.
Eles olham pela janela, mas não veem ninguém atrás da porta. Assustados, decidem contar para a mãe de Matheus, que não acredita no que os meninos dizem. A chuva para, e como não está tão tarde, Fernando e Matheus saem da casa e ficam em frente à casa de Fernando. A mãe de Fernando trabalha em uma pizzaria na mesma rua.
As luzes voltam a funcionar, e os amigos continuam conversando, tentando imaginar quem poderia ter tentado abrir a porta da casa de Matheus. De repente, eles veem o mesmo homem do sonho deles em frente à casa de Fernando. O desespero toma conta deles, e eles correm para a pizzaria onde a mãe de Fernando trabalha, chamando-a com urgência. A irmã mais velha de Fernando, que estava em casa dormindo, acorda com o barulho. A mãe de Fernando entra na casa com um pedaço de pau na mão, mas não encontra nada.
Os meninos estão aterrorizados. A mãe de Fernando chama a polícia, que chega rapidamente. Os policiais alertam que, cerca de vinte anos atrás, um rapaz foi assassinado naquela mesma rua. Ele abusava de crianças e foi morto por um dos pais que teve seu filho abusado. Antes de morrer, ele vestia um chapéu e roupas pretas, e jurou vingança contra todos que o ajudaram a ser assassinado.
Após a saída da polícia, os adolescentes voltam para a casa, sentindo um arrepio na espinha. Eles olham para trás e veem o homem de preto zombando deles. Matheus e Fernando continuam temendo sua presença até hoje.
"Às vezes, nossos medos e pesadelos podem se tornar realidade. É importante confiar em nossos instintos e buscar ajuda quando enfrentamos situações assustadoras. A amizade verdadeira pode ser uma fonte de apoio e coragem para enfrentar os desafios. Além disso, é essencial estar atento aos sinais de perigo e nunca subestimar a importância da segurança.
Essa história foi criada com base em elementos fictícios e não possui uma fonte específica. Ela tem o objetivo de entreter e transmitir uma mensagem sobre amizade, coragem e vigilância em face de situações assustadoras"
Texto por Bruno Fernando Morais (2015) e corrigido através de IA (2023).
Manchas
Em meados de 1990, na cidade de Campo Grande, um casal se mudou para uma casa magnífica. Julie e Paul pareciam ter encontrado o lar perfeito. A casa era espaçosa, cheia de beleza e conforto. Julie ficou encantada desde o momento em que colocou os pés lá dentro, sentindo uma energia agradável. Paul também estava satisfeito, afinal, era o lugar ideal para construir uma vida juntos. Após um mês de convivência harmoniosa, um acontecimento transformou suas vidas para sempre: Julie descobriu que estava grávida de Paul, uma notícia que encheu seus corações de alegria. O casal compartilhou a novidade com suas famílias, recebendo presentes e felicitações."
"Paul era um açougueiro, enquanto Julie exercia a função de secretária em uma empresa renomada. A harmonia entre eles era quase perfeita, raramente discutiam, e a felicidade transbordava em seu relacionamento. No entanto, havia um segredo sombrio escondido por Paul. Ele costumava afogar suas mágoas em álcool quando Julie não estava por perto ou quando saía do trabalho mais cedo. Embora fosse um problema, eles acreditavam que o amor que nutriam um pelo outro era o que realmente importava."
"Sete meses se passaram desde a descoberta da gravidez. Julie começou a experimentar dores intensas em sua barriga, algo que nunca havia sentido antes. Para sua surpresa e preocupação, sua bolsa estourou enquanto Paul ainda não tinha voltado para casa, e ela se viu incapaz de entrar em contato com ninguém, pois o telefone estava fora de alcance. Quando Paul finalmente chegou em casa, algo estava errado. Seus olhos estavam vermelhos e parecia estar possuído por uma aura estranha. Sem sequer cumprimentar sua esposa, ele se dirigiu direto à cozinha."
"Julie, ainda atordoada pelas dores, tentou explicar, mas Paul a interrompeu bruscamente, exigindo que ela preparasse comida imediatamente. Implorando por ajuda, Julie tentou explicar sua situação, mas Paul parecia ter perdido a razão. Agarrando sua faca de açougueiro, ele se aproximou de Julie com olhos vazios de empatia. Antes que ela pudesse terminar de falar, Paul desferiu um golpe fatal, cravando a faca em sua garganta. O sangue jorrou e, em segundos, a vida de Julie foi brutalmente interrompida. Nesse momento macabro, algo estranho ocorreu: o bebê que Julie tanto ansiava para trazer ao mundo nasceu prematuramente, testemunhando a morte de sua mãe. O choro do recém-nascido ecoou pela casa, mas Paul, em sua embriaguez, não compreendeu o que havia feito. A visão do filho chorando e da esposa morta o levou ao desespero profundo, e ele se perdeu em um transe de loucura. Gritos de desespero ecoaram pela residência, chamando a atenção de um vizinho, que imediatamente acionou a polícia."
"Ao chegarem, os policiais encontraram Paul ajoelhado no chão, segurando o bebê nos braços e chorando amargamente pela sua amada esposa. O horror do que ele tinha feito o consumia. Paul foi preso e a criança, levada às pressas para o hospital mais próximo. Infelizmente, apesar dos esforços da equipe médica, o bebê não resistiu e veio a óbito. A família de Julie foi tomada pela dor, realizando o triste enterro da jovem mãe junto ao seu pequeno filho."
"A mãe de Julie, desolada, decidiu vender a casa que testemunhou tamanho horror. Um novo casal, Marcos e Ana, despertou interesse pela propriedade. A mãe de Julie mostrou a casa, escondendo todas as marcas da tragédia que ali ocorreu. Marcos, com 20 anos, trabalhava como marceneiro, enquanto Ana, com 18, era auxiliar administrativa. Ana tinha uma sensibilidade peculiar desde a infância e, ao entrar na casa pela primeira vez, sentiu um arrepio na espinha, como se uma presença sinistra a observasse. A mãe de Julie optou por não contar a história terrível de sua filha, escondendo as cicatrizes emocionais e físicas que ainda assombravam o local."
"Ana saiu com suas amigas para comprar itens para decorar a nova casa, enquanto Marcos seguiu para o trabalho, como de costume. À medida que a noite se aproximava, Ana começou a arrumar a casa, deixando cada cômodo mais acolhedor. Ao chegar à sala, percebeu pequenas manchas pretas no chão. A visão macabra a perturbou, mas ela optou por não mencionar nada, atribuindo as manchas a algum tipo de desgaste natural. Mais tarde, quando Marcos retornou para casa, agradecendo a sua esposa por todo o esforço, revelou uma surpresa: tinha comprado ingressos para uma peça de teatro que ela tanto desejava ver. Empolgados, partiram para o espetáculo, completamente alheios ao terror que os aguardava."
"Na volta para casa, já de madrugada, o casal se deparou com uma cena aterradora: os vidros da casa estavam quebrados. O medo tomou conta deles, questionando quem teria feito aquilo e por quê. Rapidamente, entraram em contato com a polícia, que chegou prontamente ao local para investigar. Porém, para surpresa de todos, nenhum indício de invasores foi encontrado. Desconcertados e sentindo um calafrio percorrer suas espinhas, decidiram registrar o ocorrido na delegacia no dia seguinte."
"À medida que a noite avançava, Ana sentiu uma inquietação inegável. Sons estranhos ecoavam do lado de fora da casa, como se alguém estivesse correndo. Ela se aproximou da janela, mas a escuridão impediu que visse além. Os barulhos cessaram por um momento, apenas para recomeçar em seguida. De repente, uma sensação irresistível a impeliu
"Curiosa e apreensiva, Ana sentiu que a pessoa que estava do lado de fora da casa chamava por Marcos. Os sussurros eram tão baixos que mal podiam ser ouvidos, mas ela conseguiu distinguir as palavras em meio à escuridão. Ela sentia um arrepio percorrer sua espinha, mas decidiu se aventurar e investigar o que estava acontecendo."
"Passo a passo, Ana avançou pela casa, atravessando o banheiro com o coração disparado. Um reflexo rápido chamou sua atenção no espelho, mas ela preferiu ignorá-lo e continuar sua busca. Ao chegar à cozinha, uma sensação desconfortável a envolveu. Ela se aproximou devagar, cautelosamente, ouvindo os passos que ecoavam pela sala. Pareciam passos pesados, arrastando-se lentamente em sua direção. E então, um som angustiante perfurou o ar: o choro de um bebê recém-nascido."
"O coração de Ana parou por um momento, enquanto ela tentava processar o que estava acontecendo. O choro vinha da sala, onde as manchas que ela havia notado anteriormente estavam maiores, expandindo-se como tentáculos sombrios. Tremendo de medo, Ana se aproximou da sala e testemunhou algo tão horripilante que seu corpo inteiro entrou em choque. Ali, naquele cenário macabro, uma figura feminina emergiu das manchas negras, segurando um bebê nos braços. Era Julie, a mulher que havia sido brutalmente assassinada naquela casa."
"O olhar de Julie era vazio, seus olhos completamente brancos e jorrando sangue. Uma tristeza profunda dominava sua expressão enquanto ela se aproximava lentamente de Ana. O ambiente ao redor tornou-se opressivo, as luzes piscavam incessantemente, móveis se moviam por conta própria. Ana estava paralisada pelo terror, incapaz de escapar da presença assombrosa que se aproximava cada vez mais."
"Com uma voz ecoante, Julie começou a falar, revelando sua trágica história. Contou sobre seu assassinato brutal nas mãos de Paul, seu marido, naquele mesmo local. Lágrimas de sangue escorriam por seu rosto, enquanto implorava por ajuda e clamava por justiça. Julie ansiava por Paul, seu assassino, pedir-lhe perdão. E, nesse momento, ela fez um pedido direto ao casal que ousara habitar a casa que um dia fora seu lar."
"Ana e Marcos estavam atônitos, mas decidiram seguir o pedido desesperado de Julie. Foram à delegacia e, com grande esforço, convenceram o delegado a permitir que Paul fosse levado à casa para se confrontar com seu terrível passado. A chegada de Paul causou calafrios em todos os presentes. Ao se ajoelhar diante das manchas na sala, ele implorou perdão a Julie, confessando sua culpa e remorso profundo."
"Subitamente, uma energia sombria permeou o ambiente, e as manchas ganharam vida, revelando o rosto de Julie emergindo delas. Com uma expressão de tristeza e vingança, ela se aproximou de Paul. Sem hesitar, Julie o puniu com a mesma violência que ele havia infligido a ela, cravando uma faca em seu peito. Os gritos de agonia de Paul ecoaram pela casa enquanto sua vida se esvaía."
"O delegado ficou chocado e os policiais presentes não conseguiram acreditar no que testemunharam. Mas, para Ana e Marcos, a agonia havia finalmente chegado ao fim. Julie e Paul desapareceram, e a casa ficou quieta novamente. A polícia, perplexa e sem provas suficientes contra o casal, teve que liberá-los."
"Marcos e Ana, apesar de aliviados, decidiram que não podiam mais habitar aquele lugar assombrado. Mudaram-se para longe, deixando para trás os horrores que testemunharam. No entanto, mesmo após deixar a casa, eles nunca conseguiram esquecer a visão macabra de Julie e Paul acenando-lhes na porta, como se despedindo para sempre."
"Essa história sombria serve como um lembrete de que, às vezes, o passado pode se entrelaçar com o presente de maneiras aterrorizantes. As marcas de uma tragédia nunca desaparecem completamente, permanecendo como cicatrizes na memória das pessoas. E assim, a casa onde um casal encontrou sua felicidade se tornou um refúgio de tormento, aprisionando suas almas na eternidade assombrada."
Texto por Bruno Fernando Morais (2015) e corrigido através de IA (2023).
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