Andrew presenteou seus pais com um jantar em um dos restaurantes mais chiques
da sua cidade. O casal estava comemorando mais um aniversário de casamento. Os
pais de Andrew adoraram o presente, mas ficaram com receio de deixar o filho
sozinho em casa, pois naquela semana, a policia recebeu diversos chamados
relatando tentativas de invasão em residências na rua em que moravam. Depois de
dizer repetidas vezes: "Podem ficar tranquilos, estarei bem" e
"Não precisa se preocupar", Andrew conseguiu convencer os pais a irem
nesse jantar.
Logo que os pais saíram, Andrew trancou toda a casa, foi para a sala,
deitou no sofá, ligou a tv e passou a acompanhar um jogo de futebol.
Cerca de dez minutos depois a campainha tocou. Andrew estranhou, pois
não esperava ninguém. Do pequeno trajeto do sofá até a porta, a campainha tocou
repetidas vezes. Andrew nem se quer olhou pelo olho mágico e foi logo abrindo a
porta, mas, para seu espanto, não havia ninguém, Andrew apenas sentiu um vento
frio e estranho passar por ele, assustado, fechou a porta rapidamente.
Andrew voltou a se deitar no sofá, mas a tranquilidade do silêncio da
casa passou a sentir um enorme desconforto. À medida que os minutos passavam, o
garoto se sentia cada vez mais agoniado com algo que nem ele sabia o que era. Andrew
olhava para o relógio, esperava que as horas passassem depressa, queria que
seus pais retornassem o quanto antes. Andrew se sentia estranho, sentia como se
alguém estivesse bem próximo observando cada movimento. O rapaz foi ficando
cada vez mais assustado, até que decidiu ir para o quarto e ficar lá até seus
pais chegarem. Andando apressadamente, Andrew subiu as escadas, e para aumentar
ainda mais seu medo, teve a ligeira impressão de ouvir passos, parecia que
alguém o havia acompanhado ao subir as escadas. Antes de entrar em seu quarto, Andrew
foi até o banheiro no fim do corredor, ele estava muito assustado, mas a
vontade de usar o banheiro era muito grande. Quando voltou, notou algo estranho
em seu quarto. Ao passar para ir ao banheiro a porta estava fechada, agora,
estava totalmente aberta. Caminhando lentamente, Andrew foi até a porta do
quarto, que estava totalmente escuro, e receosamente acendeu a luz, mas lá
havia algo esperando por ele. A lâmpada começou a piscar freneticamente e,
entre esses pequenos espaços entre a claridade e a escuridão, Andrew pode ver
aquilo que o apavoraria. Sentado na beira da cama, havia um vulto negro, meio
acinzentado. Andrew ao ver aquela coisa em seu quarto se desesperou e saiu
correndo, descendo as escadas, passando pela sala e indo até a rua, mas, aquele
ser estranho o perseguiu por todo esse trajeto. Andrew, lá da calçada, pode ver
a porta da sua casa ser fechada violentamente. Aterrorizado, Andrew sentou-se
na calçada e começou a chorar.
Não demorou muito e seus pais logo retornaram, Andrew tentou explicar o
que havia ocorrido, mas não conseguia, ainda chorava muito.
Ainda fora da casa, seu pai telefonou para a policia e, só depois que
chegaram duas viaturas, eles entraram na casa. A casa estava toda revirada, a
sala, a cozinha, os quartos, todos com os móveis fora de lugar e objetos
jogados ao chão. A policia fez uma breve investigação e constatou que não
haveria como alguém ter entrado na casa, não havia sinal de arrombamento e nem
nada foi roubado da casa. Eles também ouviram o depoimento de Andrew, não estranharam
o que ele relatou, mas não fizeram nenhum comentário.
Andrew e seus pais
ficaram assustados com tudo aquilo, mas só o garoto sabia o que realmente
aconteceu, e jamais vai esquecer aquela cena extremamente perturbadora.

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