Andrew estava no ponto
de ônibus, ele que, depois do trabalho, ficou conversando com os amigos, perdeu
a noção do tempo e se atrasou, ficou prestes a perder o ultimo ônibus que faria
o trajeto até sua casa. Ele correu, mas chegando ao ponto de parada, não havia
mais ninguém, na certa o ônibus já havia passado. Então Andrew decidiu esperar
um pouco, esperava ter a sorte de o ônibus estar atrasado.
Era uma noite de
temperatura agradável, mas escura devido à lua nova e os postes de luz que não
contribuía muito com a iluminação. Andrew esperou por uns dez minutos, e só
depois teve a certeza que não viria ônibus algum, pois não apareceu mais
ninguém no ponto, a rua estava deserta. Do telefone celular Andrew avisou seus
pais que havia perdido a condução, e chegaria tarde em casa.
Enquanto Andrew
telefonava, uma coisa muito estranha aconteceu. Ele sentiu um vento leve e frio
bater em sua nuca, foi como se alguém se aproximasse de Andrew e desse um
sopro. Andrew levou um grande susto, sentiu seu corpo arrepiar por inteiro que
até interrompeu a conversa com seus pais. Assustado, ele olhou para todos os
lados, mas não havia ninguém por perto, e nem ventava nessa noite. Nesse
momento Andrew começou a se sentir estranho, sentia um terrível frio na
espinha, pois tinha a sensação de estar sendo observado, era como se alguém
estivesse bem ao seu lado. E quando decidiu ir embora, Andrew sentiu um leve
toque no seu ombro. Andrew saiu caminhando apressadamente, quase correndo, mas
foi aí, cerca de vinte metros adiante, uma garrafa de vidro se espatifou bem na
sua frente. Andrew notou que aquela garrafa estava bem próximo ao ponto de
ônibus, alguém a teria jogado, mas quem? Ele olhou para trás, mas nada, a rua
continuava completamente deserta. O garoto não se aguentou, começou a correr,
desta vez, não parou para olhar para trás, mas Andrew não estava livre de um
susto ainda maior.
Enquanto corria, Andrew
escutava sons de como se alguém corresse atrás dele. Ele correu por muitos
metros, até que, em uma esquina pouco iluminada, foi empurrado pelas costas e
levou um baita tombo. Mesmo atordoado Andrew conseguiu se levantar, novamente
olhou para todos os lados, mas não havia ninguém, nem quem o empurrou e muito
menos alguém para ajudá-lo, afinal, já era madrugada. Sem ter alternativa,
Andrew continuou correndo, mas sua terrível noite estava longe de acabar,
faltava muito para chegar a sua casa, e pior, ele sentia que alguma coisa o
perseguia. Essa coisa continuou a perseguir Andrew, mas parecia não querer
feri-lo, apenas atormentá-lo.
Enquanto Andrew corria,
esse ser do além arremessava coisas contra ele, eram sacos de lixo, pedras,
garrafas, latas, tudo para deixar Andrew mais apavorado ainda.
Andrew estava esgotado,
mas o medo fez com que ele continuasse a correr, mas para seu azar, não
encontrou ninguém pela rua que pudesse ajudá-lo, apenas um casal em um carro,
que não parou porque desconfiaram de Andrew.
E assim foi Andrew
correu muito até chegar a sua casa, mas como estava exausto e apavorado, suas
mãos tremiam tanto que não conseguiu colocar a chave na fechadura do portão, o
jeito foi tocar a campainha, mas sua noite de terror não havia terminado.
Antes de alguém sair
para abrir o portão, aquela coisa atacou Andrew, e foi nesse momento que ele
pode ver o que o atormentava. Era um vulto preto quem o agarrava e o
chacoalhava de um lado para o outro. Andrew gritou desesperado, até que o ser
sobrenatural o jogou contra o portão e sumiu.
O pai de Andrew saiu e o
encontrou caído na calçada, a principio o senhor queria chamar a policia
pensando que seu filho havia sido assaltado, mas Andrew só queria entrar em
casa, estava tão aterrorizado que mal conseguia falar. Com as pernas bambas,
Andrew precisou da ajuda de seu pai para entrar na casa, mas, mal adentraram a
residência e foram surpreendidos por três batidas violentas na porta. Foi à vez
dos pais de Andrew se assustarem. O pai de Andrew ainda olhou pela janela e
avistou o vulto preto andando por entre as plantas do jardim da casa, até sumir
em um canto escuro.
Andrew contou tudo o que
ocorreu na rua até chegar a casa, e devido ao que presenciaram ali, seus pais
não duvidou de nada.
Sem saber o que de fato
aconteceu, e com certo trauma, Andrew passou a evitar ficar até tarde na rua,
mas nada de anormal voltou a acontecer. Andrew nunca mais se esqueceu dessa
noite de terror.
Ator: Felipe AG
Fonte: Face do Medo
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